REMISSÃO DO CÂNCER COLORRETAL:
IMPACTOS E ESTRATÉGIAS DE MONITORAMENTO PÓS-TRATAMENTO
Resumo
O câncer colorretal constitui um importante problema de saúde pública, apresentando elevada incidência e mortalidade. Mesmo após o tratamento, pacientes em remissão permanecem vulneráveis à recidiva e a dificuldades relacionadas ao acompanhamento pós-tratamento. Nesse contexto, o estudo teve como objetivo avaliar os aspectos do acompanhamento pós-tratamento durante a remissão do câncer colorretal, analisando a adesão aos protocolos de seguimento, o entendimento dos pacientes sobre a doença e as estratégias de monitoramento mais eficazes. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa, exploratória e descritiva, realizada em um hospital público de referência em oncologia no município de Patos, Paraíba. Participaram 10 pacientes em remissão do câncer colorretal, selecionados por conveniência. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas. Os resultados evidenciaram predominância de participantes entre 51 e 60 anos (40%), com distribuição igualitária entre os sexos masculino e feminino. Observou-se baixa escolaridade e renda familiar reduzida na maior parte da amostra, fatores que influenciam diretamente a adesão ao acompanhamento. A maioria dos participantes relatou realizar seguimento médico regular (90%) e avaliou positivamente o suporte profissional, embora tenham sido identificadas dificuldades relacionadas ao acesso aos exames, limitações financeiras, demora nos atendimentos, problemas de locomoção e percepção de desigualdade na assistência. Também foram apontadas necessidades de maior apoio multiprofissional, flexibilização dos horários das consultas e melhoria da comunicação entre profissionais e pacientes. Conclui-se que o acompanhamento pós-tratamento do câncer colorretal ainda enfrenta desafios significativos, principalmente relacionados às desigualdades no acesso aos serviços, limitações socioeconômicas e fragilidades na organização do seguimento ambulatorial. Apesar disso, observou-se reconhecimento da importância do acompanhamento contínuo e do suporte profissional. Dessa forma, torna-se fundamental o fortalecimento de estratégias de monitoramento, ampliação do suporte multiprofissional, humanização da assistência e implementação de políticas públicas que garantam maior acessibilidade e continuidade do cuidado aos pacientes em remissão.
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