AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO ODONTOPEDIÁTRICO NA PERSPECTIVA DOS PAIS
Palavras-chave:
Odontopediatria, Clínicas Odontológicas, Satisfação do Paciente, PaisResumo
Este estudo tem como objetivo avaliar o atendimento odontopediátrico na perspectiva dos pais/responsáveis de crianças atendidas na clínica-escola de Odontologia do Centro Universitário de Patos (UNIFIP). Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, transversal e descritivo-exploratória. Participaram do estudo 28 pais/responsáveis. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado aplicado presencialmente após o atendimento. O instrumento contempla variáveis sociodemográficas do responsável e itens relacionados ao acolhimento, tempo de espera, comunicação profissional, uso de estratégias lúdicas, conforto da criança, satisfação (atendimento às expectativas) e intenção de recomendação do serviço. A análise foi conduzida no software Statistical Program for Social Science (SPSS, versão 22), testes de associação para variáveis categóricas, adotando-se nível de significância de 5%. Observou-se predomínio do sexo feminino, correspondente a 75,0%, maior frequência de participantes com ensino médio completo (39,3%), seguidos por aqueles com ensino superior (35,7%). Quanto à renda familiar, houve concentração nos estratos de 1 a 3 salários mínimos (46,4%). No tocante ao estado civil, 53,6% eram solteiros. No que diz respeito ao uso de estratégias lúdicas, 92,9% dos participantes afirmaram que o profissional recorreu estratégias lúdicas para facilitar o atendimento. 89,3% declararam-se muito satisfeitos com o atendimnto. 89,3% dos responsáveis afirmaram que recomendariam frequentemente o atendimento. A análise da associação entre grau de escolaridade e satisfação com o atendimento não evidenciou significância estatística (χ² = 3,10; p = 0,376). A relação entre renda familiar e recomendação do atendimento também não apresentou associação estatisticamente significativa (χ² = 3,87; p = 0,144). A associação entre escolaridade e percepção do uso de estratégias lúdicas pelo profissional tampouco foi estatisticamente significativa (χ² = 2,98; p = 0,394). A análise da associação entre sexo do responsável e satisfação com o atendimento também não revelou resultado estatisticamente significativo (χ² = 0,75; p = 0,385). A correlação entre idade do responsável e satisfação com o atendimento não foi estatisticamente significativa (ρ = −0,173; p = 0,388). Conclui-se que a avaliação do atendimento odontopediátrico ofertado na clínica-escola de Odontologia, sob a perspectiva dos pais e responsáveis, evidenciou um nível satisfatório de acolhimento e qualidade do serviço prestado. As análises de associação e correlação mostraram não haver influência de fatores sociodemográficos na percepção do atendimento.
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