PREVALÊNCIA DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM PRATICANTES DE VÔLEI
Palavras-chave:
Lesão., Trauma Físico., Voleibol., Ortopedia.Resumo
Introdução: A presente pesquisa concentra-se na temática prevalência de lesões musculoesqueléticas em praticantes de vôlei. O voleibol é um dos esportes mais praticados no mundo, com cerca de 800 milhões de jogadores, destacando-se pela acessibilidade e benefícios como o desenvolvimento motor e social; contudo, está associado a um alto risco de lesões musculoesqueléticas, principalmente em articulações como joelho, ombro e tornozelo, devido aos movimentos repetitivos característicos da modalidade. Objetivo: Esta pesquisa visa analisar e comparar a prevalência dessas lesões em praticantes amadores de vôlei de quadra e de areia no município de Patos/PB, identificando fatores de risco e impactos físicos. Metodologia: O estudo, de abordagem quantitativa, descritiva e exploratória, foi realizado com atletas entre 19 e 46 anos, utilizando questionário estruturado para coleta de dados via link, mediante a plataforma Google Forms, o qual foi analisado de forma descritiva com auxílio do Microsoft Excel. A pesquisa respeitou os princípios éticos previstos na Resolução nº 510/16, assegurando anonimato e consentimento dos participantes. Os riscos foram mínimos relacionados a possíveis desconfortos na resposta ao questionário, enquanto os benefícios incluíram o avanço do conhecimento científico e o potencial de orientar práticas preventivas e cuidados fisioterapêuticos. Resultados: A amostra foi composta por 96 participantes, sendo 42.7% praticantes de vôlei de areia, 34.4% de vôlei de quadra e 23% de ambas as modalidades. No vôlei de areia, 71% relataram treinar 1 vez por semana (em média de 1 a 2h em 90.2%); 48.4% no vôlei de quadra e 64% em ambas as modalidades relataram ter frequência de 2 a 3 vezes por semana por aproximadamente 2h. Entre os 96 participantes, 51% afirmaram realizar aquecimento antes da atividade. Entre os praticantes de areia, 25 em 41 indivíduos relataram uma lesão, sendo 37% de casos que acometeram o ombro; entre os que praticam ambas as modalidades, 10 em 22 tiveram 2 a 3 lesões, com predominância de 77.2% em joelho. A distensão muscular foi mais frequente no vôlei de areia, com 27% dos casos, e 30.3% entre os participantes de quadra, enquanto a luxação destacou-se entre quem pratica ambas representando 32% dos acontecimentos. Os principais fatores associados foram falta de preparo físico (37%), acidentes (27.3%) e ausência de aquecimento adequado (30.3%). Conclusão: O estudo identificou elevada prevalência de lesões musculoesqueléticas em praticantes de voleibol, com maior ocorrência de distensões musculares e acometimento frequente de ombro e joelho. As diferenças biomecânicas entre o voleibol de quadra e de areia influenciam o tipo de lesão, evidenciando a importância de estratégias preventivas e da atuação fisioterapêutica.
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