ANÁLISE ERGONÔMICA DOS POSTOS DE TRABALHO E SUA CORRELAÇÃO COM LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS

Autores

  • JOSEILDO SEVERO DE SOUSA SEGUNDO UNIFIP

Palavras-chave:

Ergonomia, Lesões Musculoesqueléticas, Postos de trabalho

Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre as condições ergonômicas nos postos de trabalho e a ocorrência de lesões musculoesqueléticas em ambientes profissionais. A ergonomia, ao ajustar o ambiente de trabalho às necessidades do trabalhador, busca prevenir doenças relacionadas ao sistema musculoesquelético, como tendinites, lombalgias e síndrome do túnel do carpo. Para tanto, foi realizada uma pesquisa em uma organização com foco na observação dos postos de trabalho e na identificação de fatores que podem gerar riscos à saúde dos funcionários. A metodologia incluiu a aplicação de questionários ergonômicos, a medição de variáveis posturais, e a observação direta das condições de trabalho, como a iluminação, o mobiliário, a disposição de equipamentos e a execução de tarefas repetitivas. Os dados coletados indicaram que a maioria dos trabalhadores apresentava posturas inadequadas, especialmente em atividades que exigiam esforço repetitivo ou fixação prolongada em uma única posição. Esse cenário foi diretamente associado ao aumento de queixas de dores musculares e lesões, especialmente na coluna e nas articulações dos membros superiores. Além disso, a falta de pausas para descanso e a ausência de treinamento específico sobre ergonomia também foram fatores significativos que contribuíram para o desenvolvimento dessas condições. A pesquisa conclui que a implementação de práticas ergonômicas adequadas, como o ajuste de mobiliário e ferramentas, a realização de pausas regulares e a promoção de conscientização sobre a postura correta, são essenciais para a redução das lesões musculoesqueléticas e para a melhoria da qualidade de vida no trabalho. O estudo destaca ainda a importância de políticas públicas e corporativas voltadas à saúde ocupacional, visando não apenas o bem-estar dos trabalhadores, mas também o aumento da produtividade e a redução dos custos relacionados ao absenteísmo. Quanto aos resultados obtidos, a amostra contou com a participação de 15 indivíduos, com predominância do sexo masculino, representado por 8 participantes (53,3%), enquanto o sexo feminino correspondeu a 7 participantes (46,7%). Em relação à faixa etária, observou-se maior concentração entre 40 e 53 anos, totalizando 8 indivíduos (53,3%). Quanto aos cargos ocupados na empresa, a função de repositor(a) apresentou a maior frequência, sendo exercida por 7 participantes (46,7%), enquanto os demais cargos registraram percentuais inferiores. No que se refere ao tempo de atuação na função atual, 7 participantes estão no cargo há 10 anos ou mais (46,6%). Esse mesmo percentual também foi observado em relação à jornada diária de trabalho de 8 horas. Com base nos resultados obtidos, foi possível identificar que os trabalhadores avaliados estão expostos a diversos fatores de risco ergonômico que podem contribuir para o desenvolvimento de lesões musculoesqueléticas. A predominância de postos de trabalho inadequados, associada à permanência prolongada em posições estáticas, alta frequência de movimentos repetitivos e jornadas extensas, evidencia um cenário ocupacional desfavorável à saúde do trabalhador.

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

SOUSA SEGUNDO, J. S. D. (2026). ANÁLISE ERGONÔMICA DOS POSTOS DE TRABALHO E SUA CORRELAÇÃO COM LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS. Repositório Institucional Do Unifip, 11(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/8287