INCIDÊNCIA DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS NO FUTEBOL AMADOR

Autores

  • EMANUEL FERNANDES ARAUJO UNIFIP

Palavras-chave:

Lesão, Membros inferiores, Futebol amador

Resumo

Introdução: Esta pesquisa investiga a incidência de lesões musculoesqueléticas em praticantes de futebol amador, esporte amplamente difundido e marcado por movimentos intensos, contato físico e alto risco de lesões, especialmente, em membros inferiores. Tais lesões podem prejudicar o desempenho, afastar o atleta da prática esportiva e comprometer sua saúde física. Objetivo: Analisar os tipos de lesões mais frequentes, os fatores de risco envolvidos e os impactos físicos nos jogadores amadores de futebol. Metodologia: Trata-se de um estudo de campo, descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa, realizado com 20 atletas amadores do Centro Universitário de Patos (UNIFIP). A coleta ocorreu por meio de questionário estruturado baseado em instrumentos validados. Os dados foram tabulados no Excel e analisados no SPSS, por meio de frequências e medidas de tendência central. A pesquisa seguiu a Resolução nº 510/16, garantindo ética, anonimato e consentimento dos participantes. Resultados: A amostra foi composta por 20 pessoas do sexo masculino os resultados evidenciaram que 45% dos participantes relataram ocorrência de lesões musculoesqueléticas associadas à prática do futebol amador, com predominância de distensões musculares (77,8%), principalmente na região da coxa (77,8%). A maioria das lesões ocorreu durante os treinos (55,6%), seguida por competições (22,2%) e partidas recreativas (22,2%), sendo que 100% dos indivíduos lesionados necessitaram de afastamento, com 55,6% permanecendo afastados por mais de um mês. Observou-se ainda que 77,7% dos participantes não buscaram atendimento especializado, enquanto apenas 22,2% recorreram à fisioterapia, mesmo com 77,8% relatando impacto significativo no desempenho esportivo. No que se refere aos hábitos preventivos, verificou-se que apenas 35% realizam aquecimento regularmente, enquanto 55% o fazem de forma ocasional e 10% nunca realizam. Em relação ao alongamento, 55% realizam apenas antes da prática, 10% antes e depois, e 35% não realizam. Além disso, 65% dos participantes não utilizam estratégias preventivas, e 90% não possuem acompanhamento com profissionais da saúde. A maioria dos indivíduos (55,5%) apontou a falta de preparo físico como principal fator associado às lesões, seguida por sobrecarga de treinos (18,5%) e acidentes (18,5%). A análise desses achados, em consonância com a literatura, indica que a elevada incidência de lesões no futebol amador está diretamente relacionada à ausência de preparo físico adequado, orientação profissional e adoção de medidas preventivas. Dessa forma, destaca-se a importância da fisioterapia esportiva tanto na prevenção quanto na reabilitação.

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

ARAUJO, E. F. (2026). INCIDÊNCIA DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS NO FUTEBOL AMADOR. Repositório Institucional Do Unifip, 11(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/8289