INCIDÊNCIA DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS NO FUTEBOL AMADOR
Palavras-chave:
Lesão, Membros inferiores, Futebol amadorResumo
Introdução: Esta pesquisa investiga a incidência de lesões musculoesqueléticas em praticantes de futebol amador, esporte amplamente difundido e marcado por movimentos intensos, contato físico e alto risco de lesões, especialmente, em membros inferiores. Tais lesões podem prejudicar o desempenho, afastar o atleta da prática esportiva e comprometer sua saúde física. Objetivo: Analisar os tipos de lesões mais frequentes, os fatores de risco envolvidos e os impactos físicos nos jogadores amadores de futebol. Metodologia: Trata-se de um estudo de campo, descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa, realizado com 20 atletas amadores do Centro Universitário de Patos (UNIFIP). A coleta ocorreu por meio de questionário estruturado baseado em instrumentos validados. Os dados foram tabulados no Excel e analisados no SPSS, por meio de frequências e medidas de tendência central. A pesquisa seguiu a Resolução nº 510/16, garantindo ética, anonimato e consentimento dos participantes. Resultados: A amostra foi composta por 20 pessoas do sexo masculino os resultados evidenciaram que 45% dos participantes relataram ocorrência de lesões musculoesqueléticas associadas à prática do futebol amador, com predominância de distensões musculares (77,8%), principalmente na região da coxa (77,8%). A maioria das lesões ocorreu durante os treinos (55,6%), seguida por competições (22,2%) e partidas recreativas (22,2%), sendo que 100% dos indivíduos lesionados necessitaram de afastamento, com 55,6% permanecendo afastados por mais de um mês. Observou-se ainda que 77,7% dos participantes não buscaram atendimento especializado, enquanto apenas 22,2% recorreram à fisioterapia, mesmo com 77,8% relatando impacto significativo no desempenho esportivo. No que se refere aos hábitos preventivos, verificou-se que apenas 35% realizam aquecimento regularmente, enquanto 55% o fazem de forma ocasional e 10% nunca realizam. Em relação ao alongamento, 55% realizam apenas antes da prática, 10% antes e depois, e 35% não realizam. Além disso, 65% dos participantes não utilizam estratégias preventivas, e 90% não possuem acompanhamento com profissionais da saúde. A maioria dos indivíduos (55,5%) apontou a falta de preparo físico como principal fator associado às lesões, seguida por sobrecarga de treinos (18,5%) e acidentes (18,5%). A análise desses achados, em consonância com a literatura, indica que a elevada incidência de lesões no futebol amador está diretamente relacionada à ausência de preparo físico adequado, orientação profissional e adoção de medidas preventivas. Dessa forma, destaca-se a importância da fisioterapia esportiva tanto na prevenção quanto na reabilitação.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 EMANUEL FERNANDES ARAUJO

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.