ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Origanum vulgare FRENTE A CEPAS DE Staphylococcus aureus E Escherichia coli

Autores

  • LAÍZA ANDRADE SOARES DINIZ UNIFIP

Palavras-chave:

Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Resistência antimicrobiana, Óleos essenciais, Origanum vulgare

Resumo

A resistência antimicrobiana representa um dos principais desafios da saúde pública mundial, estimulando a busca por novos compostos com potencial antibacteriano. Nesse contexto, o óleo essencial de Origanum vulgare destaca-se pela presença de compostos bioativos, especialmente o carvacrol. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antibacteriana do óleo essencial de Origanum vulgare frente a cepas de Staphylococcus aureus e Escherichia coli, incluindo isolados resistentes, por meio de abordagens in vitro e in silico. A atividade antibacteriana foi avaliada pela determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Paralelamente, foram realizadas análises farmacocinéticas preditivas ADMET e docking molecular utilizando o carvacrol como composto majoritário do óleo essencial. Os resultados demonstraram atividade bactericida frente a todas as cepas avaliadas, com valores de CIM entre 128 e 256 µg/mL e razão CBM/CIM ≤ 4. As análises genotípicas evidenciaram a presença de genes relacionados à resistência antimicrobiana, como blaTEM, CTX-M-1, blaZ, mecA, vanA, vanB e genes do grupo tet. As análises in silico demonstraram boa absorção intestinal, ausência de potencial mutagênico, o docking molecular revelou interações estáveis entre o carvacrol e as proteínas ATPase GyrB de S. aureus e DNA gyrase B de E. coli, sugerindo afinidade moderada com alvos bacterianos envolvidos na replicação do DNA. Diante disso, existe potencial antibacteriano do óleo essencial frente a bactérias multirresistentes. Entretanto, fatores como diferenças estruturais bacterianas, variabilidade genética das cepas e composição química do óleo pode influenciar sua atividade. Assim, estudos futuros in vivo e toxicológicos são necessários para ampliar a compreensão de sua aplicabilidade terapêutica

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

DINIZ, L. A. S. (2026). ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Origanum vulgare FRENTE A CEPAS DE Staphylococcus aureus E Escherichia coli . Repositório Institucional Do Unifip, 11(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/8297