USO INDISCRIMINADO DE MEDICAÇÕES PSICOESTIMULANTES POR ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS E RISCOS ASSOCIADOS
Palavras-chave:
Psicoestimulantes. Uso não prescrito. Universitários. Desempenho acadêmico. Aprimoramento cognitivo.Resumo
O uso de medicamentos psicoestimulantes tem crescido de forma expressiva no ambiente
universitário, especialmente entre estudantes que buscam aprimorar o desempenho acadêmico, aumentar a
concentração e prolongar o tempo de estudo. Embora esses fármacos sejam indicados para o tratamento de
transtornos específicos, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, sua utilização fora do contexto
terapêutico tem se configurado como um problema emergente de saúde pública. Nesse cenário, o uso não prescrito
de psicoestimulantes levanta preocupações relacionadas aos riscos à saúde física e mental, além de implicações
éticas e sociais no contexto acadêmico. Objetivou-se analisar o uso indiscriminado de medicações
psicoestimulantes por estudantes universitários e os riscos associados a essa prática, identificando os principais
fatores motivadores, os benefícios percebidos e os efeitos adversos relatados na literatura científica. Justifica-se a
realização desta pesquisa pela crescente prevalência do consumo não prescrito desses medicamentos entre
universitários e pela necessidade de ampliar o conhecimento científico que subsidie estratégias preventivas e
educativas no ambiente acadêmico. Trata-se de uma revisão de literatura, com abordagem qualitativa, de caráter
exploratório, descritivo e analítico. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados SciELO,
PubMed e ScienceDirect, utilizando descritores em português e inglês relacionados ao uso de psicoestimulantes,
universitários, desempenho acadêmico e riscos à saúde. Foram incluídos estudos publicados nos últimos dezoito
anos, disponíveis na íntegra, que abordassem o uso prescrito ou não prescrito de psicoestimulantes entre estudantes
universitários. Após seleção e leitura crítica, os dados foram organizados e analisados de forma interpretativa. Os
resultados indicam prevalência significativa do uso não médico de psicoestimulantes entre universitários, com
destaque para medicamentos como metilfenidato e lisdexanfetamina. A principal motivação relatada foi a busca
por melhora do desempenho acadêmico, especialmente em períodos de alta demanda, como semanas de provas.
Entretanto, os estudos demonstram associação consistente entre o uso indevido desses fármacos e efeitos adversos,
como ansiedade, distúrbios do sono, alterações cardiovasculares e maior envolvimento com outras substâncias
psicoativas. Observou-se ainda que o uso não prescrito não se relaciona a melhor desempenho acadêmico
sustentado, funcionando como indicador de vulnerabilidade psicossocial. Conclui-se que o uso indiscriminado de
psicoestimulantes no contexto universitário representa um comportamento complexo, associado a riscos
significativos à saúde e ao bem-estar dos estudantes. Os achados reforçam a necessidade de ações preventivas
integradas, baseadas em educação em saúde, uso racional de medicamentos e atenção à saúde mental, visando à
redução desse comportamento e à promoção de um ambiente acadêmico mais saudável.
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