IMPACTOS NA ATENÇÃO À SAÚDE DE IDOSOS HIPERTENSOS PÓS-PANDEMIA DA COVID-19
Palavras-chave:
COVID-19, Atenção Primária à Saúde (APS), Hipertensão Arterial (HA), IdososResumo
A pandemia da COVID-19 impôs novos desafios aos sistemas de saúde, com efeitos críticos no
manejo de doenças crônicas, em especial a Hipertensão Arterial (HA) em idosos. Este estudo
investigou os impactos da pandemia na assistência à saúde de idosos hipertensos vinculados à
Atenção Primária à Saúde (APS) no município de Patos-PB. Tendo como foco o diminuição na
adesão terapêutica da HA, decorrente da fragmentação dos cuidados durante a crise sanitária,
intensificada pelo isolamento social e pela sobrecarga dos serviços assistenciais de saúde.
Considerando que a reorganização dos serviços de saúde durante a pandemia priorizou o
enfrentamento da COVID-19 causando danos no acompanhamento de doenças crônicas,
buscando compreender como esse cenário afetou idosos hipertensos devido à maior
vulnerabilidade a complicações cardiovasculares. Teve como objetivo, verificar se a pandemia
acarretou prejuízos ao controle da HA nessa população, considerando as desigualdades no
acesso aos serviços de saúde. Tratou-se de uma pesquisa de campo exploratória e quantitativa.
A análise teve como base três eixos fundamentais: as características sociodemográficas dessa
população, as transformações no protocolo de tratamento da HA e os desafios estruturais
enfrentados pela APS em um cenário de emergência sanitária. Assim, será possível comprovar
se houve vulnerabilidades na APS, como diminuição de consultas agendadas, falta de
medicamentos e suspensão de iniciativas educativas. Por fim, foi analisado se a pandemia da
COVID-19 intensificou a falta de cuidados em saúde destacando a urgência de políticas
públicas que fortaleçam a APS por meio de planos que visem oferecer atenção contínua a idosos
hipertensos em cenários de crise. Os resultados mostraram predominância de mulheres (66,7%),
baixa escolaridade (59,3%) e renda limitada (70,4%). Embora 77,8% relatassem uso regular da
medicação, apenas 40,7% apresentaram pressão arterial controlada. Houve alta frequência de
comorbidades, como dislipidemia (55,6%) e diabetes (44,4%). Quanto ao acesso aos serviços,
70,4% relataram dificuldade para agendar consultas e 55,6% tiveram acesso limitado a exames.
Durante a pandemia, 81,5% reduziram consultas, 74,1% diminuíram a atividade física e 66,7%
relataram medo de retornar às unidades de saúde. Esses achados evidenciam fragilidades na
APS e descontinuidade do cuidado, ressaltando a necessidade de fortalecer políticas públicas
que assegurem atenção contínua a idosos hipertensos em situações de crise.
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