AUTOPERCEPÇÃO DE ANSIEDADE EM USUÁRIOS QUE SERÃO SUBMETIDOS A UM TRATAMENTO ODONTOLÓGICO EM SERVIÇO PÚBLICO
Palavras-chave:
Saúde Bucal; Relações Dentista-Paciente; Atenção Básica à Saúde.Resumo
A ansiedade frente ao tratamento odontológico representa um importante desafio para a
saúde pública, especialmente no contexto da Atenção Básica à Saúde, podendo influenciar
negativamente a adesão ao tratamento e a saúde bucal dos pacientes. Nesse contexto, o
presente estudo teve como objetivo verificar a autopercepção de ansiedade entre pacientes
que necessitam de tratamento odontológico no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS),
além de avaliar as características sociodemográficas e os principais fatores relacionados à
ansiedade durante o atendimento odontológico. Trata-se de uma pesquisa de campo,
transversal, descritiva e de abordagem quantitativa, realizada em uma Unidade Básica de
Saúde do município de São Bento-PB. A amostra foi composta por 30 usuários com idade
igual ou superior a 17 anos, selecionados por conveniência, mediante assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário
semiestruturado contendo questões sociodemográficas e relacionadas às percepções
emocionais diante do tratamento odontológico. Os resultados demonstraram predominância
de adultos jovens, do sexo masculino, residentes na zona urbana e com ensino médio
incompleto. Em relação às percepções emocionais, a maioria dos participantes relatou sentir-
se relaxada ao imaginar uma consulta odontológica e durante a permanência na sala de
espera. Entretanto, níveis mais elevados de desconforto e ansiedade foram observados antes
da anestesia e durante a utilização da broca odontológica. A extração dentária foi apontada
como o procedimento que mais gerou ansiedade, seguida da anestesia. Além disso, parte dos
participantes relatou manifestações físicas, como suor frio, tremores e palpitações. Conclui-
se que, embora a maioria dos usuários tenha apresentado baixos níveis de ansiedade em
situações iniciais do atendimento odontológico, procedimentos invasivos ainda despertam
medo e desconforto, evidenciando a necessidade de estratégias humanizadas e acolhedoras
na assistência odontológica pública.
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