Câncer de mama em homens
Incidência e negligência masculina frente a prevenção
Resumo
O câncer é um grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento
descontrolado de células anormais, influenciado por fatores genéticos e
ambientais, sendo a prevenção e o diagnóstico precoce essenciais para melhores
chances de tratamento. Entre os tipos existentes, o câncer de mama, embora
mais associado às mulheres, também pode atingir homens, ainda que de forma
rara e pouco discutida. No Brasil, em 2020, foram registrados 207 óbitos por
câncer de mama masculino, que representa cerca de 1% dos casos e costuma ser
diagnosticado em estágios avançados, prejudicando o prognóstico. Objetivo:
Analisar a incidência do câncer de mama em homens no Brasil, com
ênfase nos fatores que contribuem para a negligência masculina em
relação à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao enfrentamento da
doença. Métodos: O estudo é de caráter exploratório, qualitativo e do tipo
revisão bibliográfica integrativa, ou seja, constituiu na busca de artigos
de dados já publicados em diversas bases de dados. Diante disso, foram
utilizados estudos de 2018 a 2025, nas bases de dados: Instituto Nacional
de Câncer (INCA), Organização Mundial da Saúde (OMS), Revista de
Saúde Coletiva do Brasil, Revista Brasileira de Oncologia Clínica
(RBOC) e Revista de Saúde Pública (RSP) e sites oficiais da área da
saúde e da radiologia Resultados: Os estudos analisados apontam que o
câncer de mama masculino, apesar de raro, constitui um relevante problema de
saúde pública devido ao diagnóstico tardio, à baixa procura dos homens pelos
serviços de saúde e à falta de informação sobre a doença. Pesquisas destacam
que barreiras culturais, sociais e comportamentais dificultam o autocuidado e a
prevenção, tornando necessárias políticas públicas mais inclusivas, estratégias
educativas e capacitação profissional. Considerações finais: Com a realização
deste estudo conclui-se que, embora a incidência do câncer de mama em
homens seja significativamente inferior à observada no público feminino
representando cerca de 1% dos casos totais , o impacto da doença é
agravado por diagnósticos tardios e fatores socioculturais. Dessa maneira,
a análise evidenciou que a negligência masculina em relação à prevenção
primária e secundária é um obstáculo crítico, frequentemente alimentada
pela percepção errônea de que a patologia é exclusivamente feminina.
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