A FITOTERAPIA NO COTIDIANO: SEGURANÇA, INDICAÇÕES E PERIGOS DO USO IRRACIONAL
Palavras-chave:
Fitoterapia, Plantas Medicinais, Uso irracional Seguranç, Efeitos adversos.Resumo
RESUMO: A fitoterapia, caracterizada pelo uso de plantas medicinais com finalidade
terapêutica, apresenta-se como uma prática amplamente difundida e historicamente
consolidada, sendo incorporada progressivamente ao campo científico e às políticas públicas
de saúde. No Brasil, sua relevância é ampliada pela biodiversidade vegetal, pelo contexto
sociocultural e pela inserção no Sistema Único de Saúde (SUS), configurando-se como
alternativa terapêutica acessível e complementar. Contudo, o crescimento do seu uso,
especialmente no período pós-pandemia, tem sido acompanhado pelo aumento da
automedicação e do uso irracional, potencializando riscos à saúde. Nesse contexto, o presente
estudo teve como objetivo investigar os aspectos relacionados à segurança, às indicações
terapêuticas e aos perigos do uso irracional da fitoterapia no cotidiano. Para isso, realizou-se
uma revisão integrativa da literatura nas bases SciELO, BVS, PubMed e Portal CAPES,
considerando estudos publicados entre 2021 e abril de 2026, nos idiomas português e inglês.
Após aplicação dos critérios de elegibilidade e triagem, foram selecionados 12 artigos
científicos. Os resultados evidenciaram que a fitoterapia possui potencial terapêutico relevante,
com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e analgésicas, sendo aplicada em diversas
condições clínicas. Entretanto, identificaram-se limitações importantes, como ausência de
padronização, escassez de ensaios clínicos robustos e insuficiência de dados toxicológicos de
longo prazo. Além disso, destacaram-se riscos associados ao uso irracional, incluindo
automedicação, interações medicamentosas, hepatotoxicidade, contaminação por metais
pesados e efeitos adversos imprevisíveis. Conclui-se que, embora promissora, a consolidação
da fitoterapia como prática segura depende do fortalecimento das evidências científicas, da
qualificação profissional, da farmacovigilância e da efetiva implementação de políticas públicas
que promovam seu uso racional.
Palavras-chave: Fitoterapia; Plantas medicinais; Uso irracional; Segurança; Efeitos adversos.
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