LIMITAÇÕES DA TRADUÇÃO AUTOMÁTICA NEURAL NA LITERATURA GÓTICA:
DESAFIOS DA FIDELIDADE SEMÂNTICA E DA MANUTENÇÃO DA ATMOSFERA EM EDGAR ALLAN POE
Palavras-chave:
Tradução Automática. Inteligência Artificial. Edgar Allan Poe. O Corvo. Função Poética.Resumo
Este artigo analisa as limitações da Inteligência Artificial na tradução poética, utilizando como objeto de estudo o poema The Raven, de Edgar Allan Poe. O estudo parte do problema de como a rigidez dos algoritmos de tradução automática lida com a maleabilidade e a profundidade da linguagem literária e, assim, objetiva contrastar a lógica algorítmica das ferramentas com a sensibilidade estética humana. A metodologia consiste em uma análise qualitativa comparativa entre versões geradas por modelos de linguagem, como ChatGPT e Bing, e traduções consagradas de Machado de Assis e Fernando Pessoa. Os resultados demonstram que a tecnologia, embora eficiente na tradução denotativa, falha ao transpor o ritmo trocaico e a unidade de efeito sonora planejada por Poe. Conclui-se que a inteligência artificial prioriza a equivalência estatística em detrimento da função poética, reafirmando a tradução literária como um domínio da subjetividade humana, no qual o cálculo matemático das máquinas encontra seu limite.
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