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Análise do perfil epidemiológico de hanseníase no Município de Cajazeiras no período de 2012 a 2022

Autores

  • Alberto Fellipe Santana de Farias Universidade Federal de Campina Grande
  • Jailton dos Santos Silva Universidade Federal de Campina Grande
  • Fernanda Dantas Silva Centro Universitário Santa Maria
  • Claufer Gonçalves Batella Xavier Universidade Federal de Campina Grande
  • Jeremias Aguiar Azevedo Universidade Federal de Campina Grande
  • Kassy Jhones Moreira Ferreira Universidade Federal de Campina Grande
  • Gessyelle Amaral Cavalcante de Queiroga Universidade Federal de Campina Grande
  • Geilson Xavier de Azevedo Junior Universidade Federal de Campina Grande
  • Maria Luiza de Oliveira Ferreira Lima Hospital Otávio de Freitas
  • Jaime Emanuel Brito de Araújo Universidade Federal de Campina Grande

Palavras-chave:

Epidemiologia; Hanseníase; Saúde Pública.

Resumo

A Hanseníase, também conhecida como Lepra ou mal de Lázaro, é uma doença caracteristicamente manifestada pela ausência, alteração ou diminuição das sensações térmicas, táteis e dolorosas. Pode-se apresentar através da modificação pigmentar epidérmica, bem como da força muscular. A hanseníase tem afecções no sistema nervoso central, afetando cada indivíduo de maneira singular, pois depende do sistema imunológico do mesmo. O Mycobacterium leprae, agente responsável por essa enfermidade, pode manifestar a doença de quatro formas diferentes, sendo elas virchowiana, tuberculóide, borderline e indeterminada. Este estudo tem como objetivo reconhecer, caracterizar e analisar o perfil dos casos de hanseníase do município de Cajazeiras, Paraíba, durante o período de (2012 a 2022), pois é uma doença infectocontagiosa de caráter crônico e desfecho deletério quando não tratada de forma correta. Dessa forma, esse presente estudo foi realizado através da fundamentação em artigos listados nas bases de dados Lilacs, Pubmed e Scielo. Quanto aos dados, foram analisados quantitativamente provenientes do SINAN. Os indicadores utilizados nesse estudo foram o número de casos novos, sexo, faixa etária, escolaridade, raça, classificação operacional, forma clínica, grau de incapacidade, esquema terapêutico e desfecho final do periodo analisado.  Nesse período, foram constatados 372 casos da doença, sendo distribuídos da seguinte forma: 228 homens e 144 mulheres. Entre as faixas etárias, a mais afetada foram os adultos de 30 a 39 anos com 90 casos computados, e entre os jovens, a faixa mais prevalente foram de adolescentes entre 10 e 14 anos com 18 casos confirmados. Quando abordado a escolaridade, ficou evidente que a população mais atingida não tinha o ensino fundamental completo com 127 casos e 134 constatados como ignorados. No que diz a respeito da raça, os pardos representaram 66% da amostra total. Em relação à classificação operacional, 227 casos são da forma multibacilar, contra 135 da paucibacilar. Quanto às formas clínicas, tem-se 83 formas indeterminadas, 61 tuberculóides, 54 virchowianas  e a mais frequente sendo 118 Dimorfa. Visto isso, é importante que haja um aprimoramento do monitoramento epidemiológico, no sentido de computação de dados do município de Cajazeiras para com o SINAN, a fim de melhorar medidas de políticas públicas para mitigar o surgimento de novos casos e melhor controle dos já existentes

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2023-09-24 — Atualizado em 2023-09-24

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Como Citar

Farias, A. F. S. de, Silva, J. dos S., Silva, F. D., Xavier, C. . G. B., Azevedo, J. A., Ferreira, K. J. M., … Araújo, J. E. B. de. (2023). Análise do perfil epidemiológico de hanseníase no Município de Cajazeiras no período de 2012 a 2022. Revista Coopex., 14(4), 3286–3311. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/coopex/article/view/424

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