Relação entre o uso anticonvulsivantes durante a gestação e o desenvolvimento do transtorno do espectro autista
Palavras-chave:
Transtorno do Espectro autista; Efeitos tardios da exposição Pré-Natal; Anticonvulsivantes.Resumo
O objetivo deste estudo foi esclarecer os principais riscos da exposição aos medicamentos anticonvulsivantes (MACs) durante o período gestacional e relacionar os efeitos dessa medicação com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, por meio das principais bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), National Library of Medicine (PubMed), Cochrane library (COCHRANE) e a Scientific Electronic Library Online (SciELO), com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), "Autism Spectrum Disorder" AND "Prenatal Exposure Delayed Effects" AND "Anticonvulsants. Acrescido do operador booleano AND. Aplicando os critérios de inclusão e exclusão, restaram 14 artigos na amostra final. Os estudos revisados sugerem um impacto prejudicial e risco elevado de TEA para as crianças, as quais foram expostas ao uso do ácido valproico, topiramato e carbamazepina no período gestacional, enquanto a lamotrigina mostrou-se um pouco mais seguro que os demais. Durante as análises, houve limitações, dentre elas, a maioria dos estudos não esclareceu sobre as dosagens das medicações anticonvulsivantes que podem desencadear alterações no neurodesenvolvimento das crianças. Por fim, podemos sugerir que o uso de MACs está associado com maiores riscos para o desenvolvimento do TEA, em crianças expostas durante o período intrauterino. No entanto, mais estudos são necessários, devido à complexidade das medicações e à diversidade dos sintomas adversos.
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