Pediatria: eficácia das intervenções comportamentais precoce no desenvolvimento social de crianças com transtorno do espectro autista
Palavras-chave:
Autismo; Desenvolvimento infantil; Modelos terapêuticos; Habilidades sociais; Neurodesenvolvimento.Resumo
RESUMO: O presente artigo aborda o tema das intervenções comportamentais precoces para crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando sua importância no desenvolvimento social, comunicativo e adaptativo dessas crianças. O TEA é uma condição neurodesenvolvimental que afeta a capacidade de interação social e comunicação. Diante dessa realidade, o problema investigado neste estudo é a necessidade de uma análise das intervenções comportamentais precoces disponíveis, considerando a diversidade de abordagens e a variabilidade de respostas individuais ao tratamento. A pesquisa teve como objetivo principal avaliar a eficácia dessas intervenções no desenvolvimento social de crianças com TEA, identificando as estratégias mais promissoras e os fatores que influenciam o sucesso terapêutico. Também, buscou-se compreender os desafios e limitações inerentes à implementação dessas intervenções no âmbito clínico e no contexto familiar e social. A metodologia adotada consistiu em uma revisão de literatura, em que foram analisados artigos que abordam diferentes tipos de intervenções comportamentais, como a Análise Comportamental Aplicada (ABA), o Modelo Denver de Intervenção Precoce (ESDM), e as Intervenções Baseadas no Desenvolvimento e na Relação (DIR/Floortime), com foco específico na eficácia dessas abordagens no desenvolvimento social. A revisão incluiu critérios de seleção, com ênfase em estudos que apresentassem evidências quantitativas e qualitativas. Os resultados obtidos indicaram que as intervenções comportamentais precoces, especialmente quando iniciadas nos primeiros anos de vida, são eficazes na promoção de melhorias nas habilidades sociais, comunicativas e adaptativas de crianças com TEA. Porém, foram identificados questões importantes na implementação dessas intervenções, incluindo barreiras ao acesso a serviços especializados, a formação inadequada de profissionais e limitações financeiras enfrentadas pelas famílias.
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