Impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento infantil: desafios e recomendações

Autores

  • Maria Clara de Andrade Viana Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba
  • Caio Visalli Lucena da Cunha Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba
  • Ankilma Andrade Feitosa Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba
  • Thaíse de Abreu Brasileiro Sarmento Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba

Palavras-chave:

Gravidez, Saúde Pública, Odontologia

Resumo

O avanço tecnológico e a popularização dos dispositivos eletrônicos têm transformado a forma como as crianças interagem com o mundo. Embora a tecnologia possa trazer benefícios para o desenvolvimento cognitivo e social, o uso excessivo de telas pode acarretar uma série de prejuízos, como problemas no desenvolvimento cerebral, qualidade do sono, saúde mental e visual, além de impactar o desenvolvimento motor. A Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam restrições ao uso de telas, especialmente para crianças pequenas, e destacam a importância de estimular atividades que favoreçam o desenvolvimento integral. Este trabalho investiga os impactos da exposição a mídias de tela na saúde e desenvolvimento infantil, abordando tanto os efeitos positivos quanto negativos em diferentes faixas etárias. A pesquisa analisa o impacto da mídia interativa no aprendizado, sono e comportamento das crianças, além do papel dos cuidadores na mediação do uso. A metodologia incluiu uma revisão bibliográfica qualitativa, com busca em bases de dados acadêmicas para coletar dados relevantes sobre os efeitos das telas. O estudo enfatiza a necessidade de diretrizes para o uso seguro de mídias digitais, considerando as crescentes interações das crianças com essas tecnologias. O uso de tecnologias digitais na infância apresenta um cenário complexo. As crianças, agora "nativas digitais", interagem com telas desde muito cedo, com implicações tanto positivas quanto negativas. Enquanto conteúdos interativos podem aprimorar habilidades como leitura e resolução de problemas, a exposição excessiva a telas está associada a problemas de saúde, comportamentais e acadêmicos. Recomendações da Academia Americana de Pediatria enfatizam a limitação do tempo de tela e a importância da mediação parental. À medida que novas tecnologias surgem, é vital equilibrar o uso de mídias digitais com interações face a face. Assim, promover uma cultura digital responsável pode enriquecer a experiência educacional das crianças, garantindo seu desenvolvimento saudável.

Referências

AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Council on communications and media. Media and young minds. Pediatrics, v. 138, n. 5, 2016.

AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Media education. Pediatrics 104, 341–343. doi: 10.1542/peds.104.2.341. 1999.

AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Media use by children younger than 2 years. Pediatrics 128, 1040–1045. doi: 10.1542/peds.2011-1753. 2011.

BARR, Rachel et al. Infant and early childhood exposure to adult-directed and child-directed television programming: Relations with cognitive skills at age four. Merrill-Palmer Quarterly (1982-), p. 21-48, 2010.

DORON, Eyal. Fostering creativity in school aged children through perspective taking and visual media based short term intervention program. Thinking skills and creativity, v. 23, p. 150-160, 2017.

FORCE, Digital Health Task et al. Screen time and young children: Promoting health and development in a digital world. Paediatrics & Child Health, v. 22, n. 8, p. 461, 2017.

GAUDREAU, Caroline et al. Preschoolers benefit equally from video chat, pseudo-contingent video, and live book reading: Implications for storytime during the coronavirus pandemic and beyond. Frontiers in Psychology, v. 11, p. 2158, 2020.

HALE, Lauren; GUAN, Stanford. Screen time and sleep among school-aged children and adolescents: a systematic literature review. Sleep medicine reviews, v. 21, p. 50-58, 2015.

HIPP, Daniel et al. The dimensional divide: Learning from TV and touchscreens during early childhood. Media exposure during infancy and early childhood: The effects of content and context on learning and development, p. 33-54, 2017.

LIU, Jianghong et al. Screen media overuse and associated physical, cognitive, and emotional/behavioral outcomes in children and adolescents: an integrative review. Journal of Pediatric Health Care, v. 36, n. 2, p. 99-109, 2022.

LIU, Mingli et al. The impact of screen time on children's motor development: a systematic review and meta-analysis. Journal of Sport and Health Science, v. 9, n. 3, p. 229-239, 2020.

MCCORMICK, Jennifer. The impact of technology on children's development. Journal of family and consumer sciences, v. 109, n. 3, p. 28-34, 2017.

MCHARG, Gabrielle; HUGHES, Claire. Prosocial television and prosocial toddlers: A multi-method, longitudinal investigation. Infant behavior and development, v. 62, p. 101526, 2021.

MUST, Aviva et al. Barriers to physical activity in children with autism spectrum disorders: Relationship to physical activity and screen time. Journal of Physical Activity and Health, v. 12, n. 4, p. 529-534, 2015.

RADESKY, Jenny S.; CHRISTAKIS, Dimitri A. Increased screen time: implications for early childhood development and behavior. Pediatric Clinics, v. 63, n. 5, p. 827-839, 2016.

SLOBODIN, Ortal; HEFFLER, Karen Frankel; DAVIDOVITCH, Michael. Screen media and autism spectrum disorder: a systematic literature review. Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, v. 40, n. 4, p. 303-311, 2019.

STROUSE, Gabrielle A.; SAMSON, Jennifer E. Learning from video: A meta‐analysis of the video deficit in children ages 0 to 6 years. Child development, v. 92, n. 1, p. e20-e38, 2021.

SUGGATE, Sebastian Paul; MARTZOG, Philipp. Children's sensorimotor development in relation to screen-media usage: A two-year longitudinal study. Journal of Applied Developmental Psychology, v. 74, p. 101279, 2021.

XIONG, Shuangyan et al. Association between screen time and myopia: a systematic review and meta-analysis of 86 observational studies. Acta Ophthalmologica, v. 99, n. 8, p. e1015-e1025, 2021.

ZIMMERMANN, Laura et al. The ghost in the touchscreen: Social scaffolds promote learning by toddlers. Child development, v. 88, n. 6, p. 2013-2025, 2017.

Downloads

Publicado

2024-10-19

Como Citar

Viana, M. C. de A., Cunha, C. V. L. da, Feitosa, A. A., & Sarmento, T. de A. B. (2024). Impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento infantil: desafios e recomendações. Revista Coopex., 15(4), 6459–6466. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/coopex/article/view/653

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.