PERFIL DA UTILIZAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS EM HOSPITAIS DO BRASIL: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Palavras-chave:
Infecções, Antibacterianos, Saúde públicaResumo
Antimicrobianos caracterizam-se como medicamentos produzidos a partir de microrganismos ou de modo sintético, cuja função é eliminar bactérias ou inibir seu crescimento e multiplicação. Objetivou-se analisar o perfil dos antimicrobianos mais empregados no tratamento de infecções de pacientes internos em hospitais das diversas regiões do Brasil. Tratase de uma revisão integrativa da literatura realizada de janeiro a abril de 2023. Como pergunta norteadora da pesquisa, teve-se: Quais as classes de antimicrobianos mais empregadas no tratamento de infecções de pacientes internos em hospitais do Brasil? Foram utilizados artigos (2018 a 2022), com texto completo, publicados em língua portuguesa e inglesa nas bases do Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Publisher (PUBMED), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a partir dos Descritores em Ciências da Saúde: Infecções; Antibacterianos; AntiInfecciosos; Saúde pública; CCIH e Unidade hospitalar. Os estudos obtidos foram compilados no Rayyan®. Selecionaram-se dezesseis artigos, 68,75% em língua portuguesa e 31,25% em inglês, sendo a maioria do Scielo (43,75%) e estudos transversais (37,5%). Cefalosporinas (20,83%), Carbapenêmicos (16,66%), Fluoroquinolonas (14,58%), Glicopeptídeos (14,58%) e Betalactâmicos (12,5%), foram as classes mais frequentes, sendo as cefalosporinas (53,84%) e carbapenêmicos (30,76%) os mais prevalentes. Verificou-se que a maior parte dos antimicrobianos apresenta amplo espectro de ação sendo, portanto, usados de modo profilático nas unidades hospitalares, o que pode contribuir com o desenvolvimento de resistência bacteriana. Programas que promovam a eficácia na prescrição racional de antimicrobianos precisam ser desenvolvidos junto aos profissionais dos serviços de controle de infecção hospitalar, a fim de contribuir com controle de infecções, redução de custos hospitalares, favorecendo a qualidade na assistência.
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