O USO DA CANNABIS SATIVA NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
Palavras-chave:
Cannabis, Tratamento FarmacológicoResumo
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa comum entre idosos e caracteriza-se pela presença de placas senis no hipocampo e córtex cerebral, o que resulta em severo comprometimento da memória e cognição. Diante da ineficácia do tratamento atual, surge a necessidade de se buscar por novas estratégias terapêuticas que impeçam a sua progressão. Neste contexto, o uso da Cannabis sativa tem sido apontado como promissor. Destarte, objetivou-se avaliar a eficácia do consumo da Cannabis sativa como estratégia terapêutica na doença de Alzheimer. O método de escolha foi a Revisão Integrativa da Literatura, produzida a partir de publicações disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medical Publisher (PubMed) e Wolrd Wide Science (WWS). Para a seleção da amostra final, aplicaram-se os critérios de inclusão e de exclusão, restando um total de 20 artigos. Após coleta dos dados, observou-se que a maioria dos artigos foi publicada nos anos de 2019 e 2020 e utilizaram a combinação de Δ9- tetrahidrocanabinol e Canabidiol nos seus estudos in vitro e in vivo. Quanto aos efeitos apresentados, a neuroproteção e a recuperação da função cognitiva foram os mais mencionados. A literatura aponta que tanto o CBD quanto o THC apresentam mecanismos de ação diversos que culminam na neuroproteção, analgesia e preservação da memória/função cognitiva. Entretanto, seus efeitos na remissão dos sintomas psiquiátricos ainda são ambíguos. O CBD e o THC demonstraram ser potentes agentes neuroprotetores, antiinflamatórios e antioxidantes, recuperando a memória e a função cognitiva. Contudo, mais pesquisas são necessárias para a confirmação desses achados.
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