FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DA SÍNDROME CARDIOPULMONAR POR HANTAVÍRUS RISK FACTORS FOR THE DEVELOPMENT OF HANTAVIRUS CARDIOPULMONARY SYNDROME
Palavras-chave:
Hantavírus, Síndrome cardiopulmonar, Fatores de riscoResumo
Hantaviroses definem uma doença zoonótica que é adquirida quando partículas são inaladas, por meio de aerossóis, contendo urina, saliva ou fezes contaminados por excretas de roedores silvestres, infectados pelos diversos genótipos de hantavírus. Está distribuída ao longo do mundo, sendo considerada uma doença emergente e uma questão importante de saúde pública. O agente causador dessa síndrome é o hantavírus (orthohantavírus), um vírus de RNA esférico, envelopado e de fita simples, pertencente à família Bunyaviridae (Hantaviridae), que possui cerca de duas dúzias de subtipos diferentes, relatadas como agentes causadores desse distúrbio. Objetivo: Determinar quais os principais fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome cardiopulmonar por hantavírus. Métodos: Efetuou-se uma revisão sistemática da literatura, com a questão de pesquisa: Quais os principais fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome cardiopulmonar por hantavírus? Os descritores em ciências da saúde utilizados foram: “Risk factors” AND “Hantavirus cardiopulmonar syndrome”. Resultados: Os achados clínicos e laboratoriais mais comuns foram febre acima de 38,5ºC, sintomas gastrointestinais, cefaleia, mialgia, estresse respiratório, infiltrados pulmonares no exame de raio-X, linfocitose atípica, trombocitopenia, hematócrito aumentado e alterações hematológicas, além de elevação de ureia e creatinina. O período de incubação varia de 9 até 33 dias, sendo uma média entre 14 e 17 dias. Clinicamente, a doença é dividida em três estágios: a fase prodrômica, a fase cardiopulmonar e a fase de convalescência. O diagnóstico da infecção por hantavírus é realizado por meio do método sorológico e imunológico ELISA, detectando anticorpos IgM e IgG e também pelo método de reação em cadeia da polimerase (PCR). Considerações finais: As taxas de sobrevivência dos pacientes dependem, em grande parte, do diagnóstico precoce do vírus, admissão hospitalar e pulmonar agressiva e suporte hemodinâmico em unidade de terapia intensiva para controlar as complicações. A realização de estudos em âmbito nacional é necessária para um melhor conhecimento da doença, detectando tendências e padrões, para atualizar ações preventivas a nível nacional, e avaliar o seu impacto na saúde pública. Como não há vacinas atualmente disponíveis, nem tratamentos terapêuticos específicos, a prevenção da infecção por hantavírus envolve, principalmente, práticas de gestão ambiental e campanhas educacionais.
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