PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE EBOLA REPORTADOS NO PERÍODO DE 2011 A 2021

Autores

  • JOSÉ AUGUSTO FERREIRA GURGEL Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Epidemiologia do Ebola, Manifestações Clínicas, Letalidade

Resumo

O ebola é uma doença com alta taxa de letalidade, causada por vírus filamentares do gênero Ebolavirus. O primeiro surto foi identificado em 1976 no Sudão e no antigo Zaire, afetando 284 pessoas, com mortalidade de 53%. A doença apresenta elevada transmissibilidade, mediante contato direto com secreções de indivíduos vivos, que estejam sintomáticos ou curados da viremia, ou mortos contaminados, bem como através de fômites. Considerando o surgimento de novos surtos em 2020 e 2021 no continente africano, além da escassez de trabalhos que agrupem todos os casos ocorridos na última década, a presente pesquisa teve como objetivo caracterizar o perfil clínicoepidemiológico dos casos de Ebola reportados no período de 2011 a 2021. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura a partir seleção de artigos indexados nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Publications (PubMed) e Science Direct, utilizando-se os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Ebola cases”, “Ebola report”, “Ebola outbreaks” e “Ebola epidemic”. Foram utilizados os seguintes critérios de inclusão: estudos em português e inglês, disponíveis na íntegra, relacionados ao tema proposto e publicados no período de 2011 a 2021. Os dados da pesquisa, compreendendo as informações clínicas e epidemiológicas dos casos de Ebola reportados nos estudos selecionados, foram analisados, tabulados e graficados empregando-se o software Microsoft Office ̶ Excel 2013. Após aplicação de filtros e análise dos artigos, 25 estudos serviram como fonte de dados para composição dos casos dispostos nos resultados. A partir da análise dos casos, verificou-se que os surtos de Ebola ocorreram principalmente em países do continente africano, observando-se que 35,48% dos casos foram oriundos da Guiné, 25,8% de Serra Leoa, 20,96% da Libéria. Além disso, as taxas de infecção pelo EBOV são maiores entre indivíduos adultos, observando-se 16,12% dos casos entre pacientes de 20 a 29 anos, 12,9% entre indivíduos de 30 a 39 anos, 10,48% identificados entre pacientes de 40 a 49 anos. Observou-se um maior índice da doença entre indivíduos do sexo feminino, equivalente a 47,58% dos casos, bem como, a prevalência de casos entre indivíduos que trabalham na área da saúde, visto que 11,29% destes atuavam nos serviços gerais dos ambientes de saúde, 5,64% foram identificados como médicos, 2,41% como enfermeiros, 1,61% como cuidadores e 0,8% como enfermeira auxiliar e parteira, respectivamente. Considerando fatores de risco e comorbidades, identificou-se que 11,2% dos pacientes estavam grávidas ao terem Ebola, 2,41% eram idosos, 2,4% apresentavam quadros de coinfecção. As manifestações clínicas são diversas, sendo os sintomas mais evidentes febre (identificado em 40,32% dos casos), diarreia (exposto em 28,22% dos casos), vômito (observado em 26,61% dos casos), outras manifestações verificadas em casos isolados com uma taxa de 25,8%, e fadiga/astenia/letargia/fraqueza muscular/cansaço/descondicionamento generalizado (notado em 17,74% dos casos). O perfil clínico-epidemiológico exposto pode auxiliar no planejamento de estratégias de intervenção em comunidades mais susceptíveis, objetivando reduzir a taxa de disseminação e mortalidade pelo Ebola nestas regiões. Destaca-se a necessidade de estudos adicionais voltados à identificação e eliminação da origem das infecções.

Downloads

Publicado

2024-07-23

Como Citar

GURGEL, J. A. F. (2024). PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE EBOLA REPORTADOS NO PERÍODO DE 2011 A 2021. Repositório Institucional Do Unifip, 6(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/1222

Artigos Semelhantes

<< < 27 28 29 30 31 32 33 34 35 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.