IMPACTO DA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL NA QUALIDADE DE VIDA DE ACADÊMICOS DE MEDICINA
Palavras-chave:
Síndrome do intestino irritável, Inquéritos e questionáriosResumo
Estimar a prevalência da síndrome do intestino irritável (SII) em acadêmicos de medicina de uma instituição privada de ensino superior da cidade de Patos-PB e correlacioná- la com os níveis de qualidade de vida. Materiais e Métodos. A pesquisa desenvolvida consistiu em um estudo observacional, transversal e analítico caracterizado pela aplicação de questionários eletrônicos, por meio da ferramenta Google Forms, em acadêmicos do curso de Medicina de uma instituição privada de ensino superior da cidade de Patos-PB. Foram incluídos todos os acadêmicos de medicina que estavam cursando entre o 2º e 12º período. Os indivíduos menores de idade e diagnosticados com outro distúrbio gastrointestinal prévio foram excluídos do estudo. Foram calculadas as frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas, bem como as medidas de tendência central e de variabilidade para as variáveis quantitativas. As possíveis associações entre a SII e qualidade de vida, sexo e período do curso foram analisadas por meio do teste Qui-Quadrado de Pearson O nível de significância será fixado em p < 0,05. Todas as análises serão conduzidas com auxílio do software IBM SPSS Statistics versão 20.0, considerando o intervalo de confiança de 95%. Resultados. A maioria dos respondentes (52,4%) era do sexo feminino, sendo a raça branca a mais prevalente (76,2%) e a média de idade de 23,2 anos (DP = 2,99). A maioria dos acadêmicos cursava o oitavo período do curso (42,8%). Em relação à SII, 83,3% dos acadêmicos não possuíam a condição e a maioria (95,2%) possuía uma qualidade de vida classificada como ótima (escore de 34 a 68). Não foi observada associação estatisticamente significativa entre o diagnóstico sugestivo de SII e qualidade de vida (p>0,005), sexo (p>0,005) e o período do curso (p>0,005). Conclusão. A SII foi pouco prevalente no presente estudo, porém observou-se que dentre os acadêmicos com diagnóstico sugestivo de SII, a maioria era do sexo feminino, cursando o oitavo período do curso. Ademais, a maioria possuía uma qualidade de vida considerada ótima.
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