CONSUMO DE NEUROESTIMULANTES POR ESTUDANTES DE MEDICINA
Palavras-chave:
Automedicação, Estudantes, MetilfenidatoResumo
Objetivo: Este estudo possui como objetivo, identificar a prevalência do consumo de neuroestimulantes em estudantes de Medicina de um centro universitário. Método: Trata-se de uma pesquisa de caráter transversal, descritivo e de abordagem quantitativa em estudantes de graduação em Medicina de um centro universitário do sertão paraibano entre o período de dezembro de 2020 a janeiro de 2021. A amostra probabilística aleatória simples foi calculada em 168 indivíduos divididos entre os ciclos básico, clínico e internato. As informações foram extraídas de um questionário online contendo perguntas que atenderiam ao objetivo desta pesquisa. Os dados da pesquisa foram tabulados e analisados através do software IBM SPSS Statistics 21 com a utilização de estatística descritiva simples e teste qui-quadrado. Resultados: A amostra foi constituida por 168 estudantes, sendo a maioria do sexo feminino (62,5%) e faixa etária entre 22 e 25 anos (49,4%). Cerca de 41% dos acadêmicos que participaram da pesquisa, relataram o uso não prescrito de neuroestimulantes motivados pelo aumento da concentração (89,8%). O psicofármaco mais consumido foi o metilfenidato (89,8%), o efeito esperado mais observado foi a melhora no raciocínio (76,8%) e o efeito adverso mais relatado foi o cansaço intenso (42%). Conclusão: Dessa forma, o uso do metilfenidato engloba diversos questionamentos sobre a segurança do uso e o risco do consumo indiscriminado. Sendo assim, é necessária a elaboração de políticas públicas e institucionais que visem diminuir o consumo dessas substâncias nesse público alvo com a finalidade da promoção a uma melhor qualidade de vida dos acadêmicos de Medicina.
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