ÍNDICE DE SONOLÊNCIA DIURNA E CORRELAÇÃO COM A QUALIDADE DE VIDA: ESTUDO COM DISCENTES DE MEDICINA E DOCENTES MÉDICOS
Palavras-chave:
Discentes, Docentes, Sonolência, Qualidade de VidaResumo
O sono é um mecanismo fisiológico fundamental ao equilíbrio biopsicossocial do ser humano por interferir em diversas funções do organismo, e os impactos do sono não reparador no exercício de atividades da vigília podem ser observados na rotina de muitos estudantes de medicina e docentes médicos. Diante a essa realidade, o presente estudo teve como objetivo avaliar o índice de sonolência diurna entre os estudantes de medicina e os docentes médicos correlacionando-o com sua qualidade de vida (QV). Foi conduzida pesquisa de campo, com caráter descritivo e abordagem quantitativa, no campus das Faculdades Integradas de Patos (FIP), em Patos-PB, junto a 200 alunos do curso de Medicina e 20 docentes médicos filiados à instituição. Os dados foram obtidos a partir de dois questionários validados no Brasil: A Escala de Sonolência de Epworth (ESE) e o instrumento WHOQOL-BREF. Após a coleta, os dados foram compilados no Microsoft Excel e no Programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS - versão 21.0). Quanto à análise dos dados, além de estatística descritiva, utilizaram-se testes inferenciais de correlação de Pearson, Teste t de Studant e teste de qui-quadrado de Pearson. A significância estatística adotada foi de p < 0,05. Constatou-se que 69,1% (152 participantes) da amostra apresentou sonolência diurna excessiva, houve um elevado índice indicado pela escala ESS-BR, cuja média foi de 11,48 pontos considerando os 2 grupos. Contudo, esse índice foi maior entre os estudantes de medicina do que entre os docentes médicos e afetou mais o sexo feminino. Houve correlação significativa e negativa da QV física, psicológica e ambiental com a sonolência para os acadêmicos de medicina, enquanto os docentes apresentaram correlação positiva e estatisticamente significativa do QV social com sonolência. Os resultados obtidos alertam à realidade preocupante vivenciada pelos acadêmicos de medicina, e apontam a necessidade da adoção de medidas, além do PRO-CURAR, a fim de melhorar a QV desse grupo.
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