Frequência de sintomas osteomusculares em discentes de medicina de uma faculdade no interior da Paraíba
Palavras-chave:
Estudantes de medicina, Transtornos traumáticos cumulativos, PrevalênciaResumo
Este estudo propõe identificar a frequência dos sintomas osteomusculares entre os discentes de medicina de uma faculdade no interior da Paraíba associando-os aos fatores predisponentes para seu desenvolvimento. Trata-se de um estudo descritivo analítico envolvendo indivíduos de ambos os sexos, graduandos do Curso de Medicina em Patos, na Paraíba. Foram distribuídos questionários, juntamente com o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), em todos os períodos do Curso. Foram excluídos apenas os indivíduos que responderam ao questionário de forma incompleta ou que não assinaram o TCLE. Os dados foram analisados no SPSS (versão 25). Dos 254 indivíduos, 88,18% apresentaram sintomatologia osteomuscular em pelo menos uma região do corpo nos últimos 12 meses. A maior prevalência foi na região inferior das costas (53,1%), seguido da região superior das costas (51,6%), pescoço (48,4%) e punhos/mãos (42,9%). Houve um aumento significativo de estudantes irritados ao longo do curso e associações estatisticamente significativas entre o ciclo do curso e a presença de sintomas nas regiões de quadril e punhos/mãos. Conclui-se que os discentes de medicina são um grupo que apresentam alta prevalência de sintomas osteomusculares e que as posições que costumam adotar para estudar, assim como a quantidade de horas estudadas, a prática de atividade física ou atividades domésticas e uso de computador interferem no aparecimento dos sintomas, porém isoladamente não podem ser considerados como determinantes. É necessário, portanto, que novos estudos se aprofundem nessa temática.
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