COMPORTAMENTOS DE RISCO PARA TRANSTORNOS ALIMENTARES ASSOCIADOS A AUTOIMAGEM EM UNIVERSITÁRIOS DA SAÚDE: REVISÃO SISTEMÁTICA
Palavras-chave:
Transtornos Alimentares; Fatores de Riscos; Nutrição; Autoimagem.Resumo
O maior número de estudos relacionados a estudantes universitários da saúde destaca um aumento na prevalência e riscos de transtornos de comportamentos alimentares, visto que é um grupo que sofre com a pressão e a cobrança da imagem corporal e boa forma física. Esse cenário, muitas vezes, influencia esse público a adotarem atitudes purgativas prejudiciais à saúde. Deste modo, os principais transtornos alimentares são: anorexia nervosa; bulimia nervosa; transtorno compulsivo alimentar periódico; vigorexia e ortorexia nervosa. O presente estudo tem como objetivo geral identificar os possíveis fatores comportamentais para transtornos alimentares em universitários da saúde, através do estado nutricional, da percepção da autoimagem corporal e dos hábitos alimentares inadequados. Trata-se de uma revisão sistemática, baseada em artigos disponibilizados nas bases de dados: PUBMED, LILACS e SCIELO, utilizando como descritores: transtornos alimentares, fatores de riscos, nutrição, autoimagem. O método utilizado foi à leitura analítica na íntegra de artigos de 2017 a 2022. Foram considerados como critérios de inclusão artigos relacionados com o tema em questão, aqueles publicados em língua portuguesa, e os estudos referentes as pesquisas de campo; para os critérios de exclusão foram retirados artigos repetidos. Após a análise foram incluídos na síntese 8 artigos em português, sendo quatro referentes aos acadêmicos de nutrição e os outros quatro relacionados aos universitários dos demais cursos da saúde: educação física; enfermagem; farmácia; fisioterapia; estética e cosmética; medicina; e odontologia. Através dos estudos abordados, foi possível observar que a correlação dos fatores de riscos como a autoimagem transtornada, a insatisfação corporal, a influência das mídias, o estado nutricional e os hábitos alimentares inadequados podem alterar a relação do indivíduo com o alimento e colaborar para o surgimento ou progressão dos transtornos alimentares. Conclui-se que, dada a complexidade dos transtornos alimentares, o tratamento constitui-se de uma abordagem multidisciplinar que deve compreender, no mínimo, o médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Na perspectiva do nutricionista é imprescindível a implementação de ações de terapia nutricional que envolva a adequação e monitoramento do estado nutricional, promovendo um padrão alimentar que atenda às necessidades e as recomendações nutricionais.
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