ENXERTOS ÓSSEOS E SUA APLICABILIDADE EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS PARA O TRATAMENTO DE PEQUENOS ANIMAIS: RELATO DE CASO

Autores

  • BEATRIZ DE LUCENA SUASSUNA Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Cães, composição estrutural, conservação, ortopedia veterinária

Resumo

Enxerto ósseo é um tecido viável, obtido e armazenado de diferentes formas. Seu uso resulta
em uma significativa regeneração óssea, podendo ser indicado em reposições ósseas para
diferentes tipos de cirurgias ortopédicas. O desempenho do processo varia de acordo com a
origem do enxerto ósseo, seu processo de armazenamento e da comunicação entre tecido doador
e receptor. Sua origem é classificada como autógeno quando utiliza o mesmo animal como
doador e receptor do tecido, sendo esse considerado “padrão ouro”. Existem ainda os enxertos
alógenos, quando doador e receptor são da mesma espécie, mas não são o mesmo animal. Já os
xenoenxertos são retirados de espécies distintas de onde serão utilizados, onde precisam passar
por um processamento específico, principalmente pela diferença genética entre as espécies. Por
fim, os aloplásticos, conhecidos também por sintéticos, são enxertos confeccionados com
matéria inorgânica ou sintética. Esse tipo de material ósseo também diferencia-se pela sua
composição estrutural, sendo o esponjoso ótimo para preenchimento de falhas pois acompanha
a regeneração óssea. Já o enxerto cortical é utilizado principalmente para suporte estrutural,
sendo coletado do córtex de ossos longos, possuindo formação compacta. O enxerto
corticoesponjoso contém partes corticais e esponjosas dos ossos, com isso há uma “união” de
funções oferecidas pelo tecido, tendo suporte estrutural e facilitação de suprimento sanguíneo.
O processamento e conservação dos enxertos ósseos podem ocorrer por diversos modos, dentre
eles está a liofilização, uma técnica de congelamento rápido do osso. Outro processo que pode
ser utilizado para conservação é o de congelamento convencional, onde o enxerto precisa ser
mantido a uma temperatura abaixo de -28ºC, impossibilitando que ocorra as reações químicas.
A imersão do material em glicerina 98% durante um período de 28 dias afim de que ocorra
inatividade imunogênica, sem comprometer as funções osteoindutoras e osteocondutoras
também é um metodo de conservação. A conservação por mel é eficaz contra reações
imunológicas e redução de antigenicidade do material ósseo, devendo ser evitado à luz solar a
altas temperaturas. No caso do óxido de etileno, o enxerto precisa passar por dois processos
antes da exposição, desengorduramento e desidratação por 48 horas no álcool. O uso dos
enxertos ósseos na ortopedia veterinária pode ocorrer em cirurgias de osteotomias, sendo esse
o posicionamento correto dos ossos; em não-união de fraturas, que ocorre devido a uma não
restauração óssea; fraturas de pelve, preservação de membros, como alternativa para uma não
amputação, entre outras diversas que podem ser utilizados.

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Publicado

2024-07-26

Como Citar

SUASSUNA, B. D. L. (2024). ENXERTOS ÓSSEOS E SUA APLICABILIDADE EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS PARA O TRATAMENTO DE PEQUENOS ANIMAIS: RELATO DE CASO. Repositório Institucional Do Unifip, 8(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/1515

Edição

Seção

MEDICINA VETERINÁRIA

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