MANEJO DAS PARASITOSES GASTRINTESTINAIS NA CAPRINOVINOCULTURA NO MUNICÍPIO DE ÁGUA BRANCA - PB

Autores

  • ERNANDO PEREIRA LEITE Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Vermifugação, Saúde Única, sertão paraibano, caprinos, ovinos

Resumo

Objetivou-se conhecer o manejo das parasitoses gastrintestinais na caprinovinocultura no
município de Água Branca – PB. A pesquisa foi realizada entre julho e outubro de 2023, em
três propriedades da zona rural do município de Água Branca, PB. Informações sobre práticas
de manejo foram obtidas através de visitas às fazendas e aplicação de questionário aos
proprietários. O rebanho do estudo era formado por 164 animais, destes 70,1% (115/164)
eram caprinos com raça predominante Saanen e Mestiço e 29,9% (49/164) eram ovinos, com
raça predominante Dorper e Santa Inês, todos criados de forma extensiva. As práticas de
manejo relacionadas à higienização das instalações e equipamentos, manejo alimentar,
reprodutivo e vermifugação dos animais se mostraram rudimentares e pouco eficientes. As
verminoses foram citadas como as principais enfermidades que acometem os rebanhos de
caprinos e ovinos. A ausência de um programa de vacinação e assistência técnica também
fizeram parte das constatações. Os 164 caprinos e ovinos foram avaliados quanto à condição
sanitária e nutricional, 69,5% (114/164) do montante apresentou escore corporal entre 1 e 3,
enquanto que 30,5% (50/164) apresentou escore corporal entre 4 e 5. O cartão FAMACHA
foi aplicado apenas nos animais com escore entre 1 e 3 e que não foram selecionados para
realização de OPG, 40,6% (39/96) animais com resultados para o grau entre 1 e 2, 59,4%
(57/96) para o grau 3 e 4 (somente estes foram vermifugados). Uma amostra de caprinos num
total de 25,2% (29/115) foi avaliada pela contagem de Ovos por Grama de Fezes (OPG), 46%
tiveram infecção leve, OPG ≤ 500; apenas 17% apresentaram infecção moderada, OPG entre
500 a 800 ovos; e 37% dos animais tiveram infecção elevada, com OPG ≥ 800. Esses animais
receberam brincos de identificação numerados de 1 a 29. Somente os animais selecionados
para realização de OPG e com grau FAMACHA 3 e 4 foram submetidos a tratamento
antiparasitário específico com Levamisol 5,0%, administrado com dosagem de 1 ml para cada
20kg de peso vivo. O exame OPG foi repetido nos 25,2% (29/115) caprinos, 79,3% (23/29)
apresentaram resultado negativo para presença de ovos, indicando redução das infecções
parasitárias nesse momento específico e 20,7% (6/29) ainda apresentaram infecção por ovos
da superfamília Strongyloidea com carga parasitária leve, ou seja, OPG ≤ 500. O manejo
sanitário de caprinos e ovinos extensivo ainda acontece de forma empírica e sem assistência
profissional adequada sendo necessário implementar metodologias eficazes de controle
parasitário associando a assistência técnica médico-veterinária, educação em saúde e
monitoramento parasitário dos animais. A terapêutica antiparasitária adequada utilizada para
os caprinos após identificação dos parasitos dos animais avaliados foi eficaz para o rebanho
estudado demonstrando a necessidade de manejo orientado por profissional.
Palavras Chaves: Vermifugação, Saúde Única, sertão paraibano, caprinos, ovinos.

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Publicado

2024-07-26

Como Citar

LEITE, E. P. (2024). MANEJO DAS PARASITOSES GASTRINTESTINAIS NA CAPRINOVINOCULTURA NO MUNICÍPIO DE ÁGUA BRANCA - PB. Repositório Institucional Do Unifip, 8(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/1518

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