DESVIOS E DEFORMIDADES ÓSSEAS E ARTICULARES EM CRIANÇAS COM ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA DA INFÂNCIA: ESTUDO DE SEGUIMENTO.
Palavras-chave:
Paralisia Cerebral, Crianças, Deformidades, EspasticidadeResumo
Introdução: A Encefalopatia Crônica Não Progressiva da Infância (ECNPI), também conhecida como Paralisia Cerebral (PC) é caracterizada como uma patologia que evidencia um grupo de distúrbios do Sistema Nervoso Central (SNC), sendo uma lesão irreversível instalada no período neonatal e que apresenta clinicamente afecções da motricidade, isto é, alterações do movimento, do equilíbrio, da postura, da coordenação com presença versátil de movimentos involuntários. Objetivos: Avaliar desvios e deformidades ósseas e articulares em crianças com ECNPI; Traçar o perfil clínico e sociodemográfico de crianças com ECNPI atendidas em uma Clínica Escola de Fisioterapia; Observar o grau de espasticidade e alteração tônica da população em questão; Analisar e quantificar o grau de deformidades ósseas e articulares das crianças avaliadas; Associar o nível de função motora das crianças com as alterações osteomioarticulares encontradas. Método: Tratou-se de um estudo observacional longitudinal e de seguimento, desenvolvido em um setor de assistência a crianças com distúrbios neuromotores de uma Clínica Escola de uma cidade no Sertão da Paraíba, realizado no primeiro semestre de 2019 (fevereirojunho), onde quatro avaliações foram executadas, obtendo intervalo de um mês de uma para outra. A amostra foi probabilística não intencional, constituída por nove crianças. A população alvo para o desenvolvimento da pesquisa foi composta por crianças com idade entre dois e onze anos, ambos os sexos e com diagnóstico de Encefalopatia Crônica Não Progressiva da Infância (ECNPI). Para a coleta de dados foi utilizado um questionário semiestruturado (criado pelos próprios pesquisadores), onde continha dados relacionados à caracterização dos participantes, nascimento, sinais e características motores da ECNPI, deformidades e desvios da coluna, membros superiores e inferiores, grau de espasticidade e bloqueios articulares por meio da goniometria. Realizou-se a aplicação da Escala Modificada de Ashworth, para mensuração da espasticidade e a goniometria manual passiva através de um goniômetro, que mensurou a medida do arco de movimento articular. Resultados: As crianças avaliadas tinham idade entre dois e onze anos e uma população predominante do sexo feminino, onde 60% foram diagnosticados com PC do tipo diparético espástico e alteração tônica do tipo hipertonia espástica (90%). 50% da amostra apresentou espasticidade moderada através da mensuração realizada pela com a Escala Modificada de Ashworth. As deformidades mais comumente encontradas foram flexão de punhos (50%), pé equino varo (50%), rotação interna de quadril (31%) e atitude escoliótica (62%) e a maioria apresentou nível motor III de acordo com o GMFCS. Conclusão: O estudo mostrou que crianças com PC apresentaram diversificados desvios e deformidades articulares e alterações tônicas associadas a níveis motores diversos.
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