PERFIL NEUROMOTOR DE CRIANÇAS COM ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA DA INFÂNCIA
Palavras-chave:
Paralisia Cerebral, Características Motoras, CriançasResumo
A paralisia Cerebral (PC) ou Encefalopatia Crônica não Progressiva da Infância (ECNPI) está entre as doenças neurológicas mais comuns. É uma doença causada por uma lesão no sistema nervoso central na fase de maturidade estrutural e funcional. Objetivo: Diante do exposto, o objetivo da pesquisa foi avaliar o perfil e as características neuromotoras de crianças com ECNPI. Para tal, os objetivos específicos foram classificar o nível de função motora das crianças com ECNPI; descrever sinais e alterações neuromotoras da população estudada e traçar o perfil de comprometimento motor e funcional dessas crianças. Método: Para atingir o objetivo proposto foi realizado um estudo observacional, transversal, com abordagem quantitativa, além de uma pesquisa bibliográfica acerca do tema abordado. A amostragem da pesquisa foi composta por todas as crianças assistidas na Clínica Escola de Fisioterapia das UNIFIP no município de Patos/PB. A amostra para o desenvolvimento da pesquisa foi composta por 11 crianças, com idade entre 01 e 11 anos, com diagnostico confirmado de ECNPI. A coleta de dados deu-se através de um questionário semiestruturado, com dados sociodemográficos da criança. Para avaliação da classificação do nível da função motora foi aplicada o Gross Motor Function Classification System (GMFCS). As coletas foram realizadas em um ambiente com boa iluminação, sem ruídos, com a presença da mãe ou responsável pela criança. Resultados: Houve predominância do gênero feminino (82%) com faixa etária de 21 meses e 11 anos. A maioria foi proveniente de parto cesariana (64%). Quanto aos tipos de Paralisia Cerebral observamos maior prevalência de quadriplegia e diplegia (45% e 36%); 100% da amostra evidenciou como forma a espástica e 18% ainda apresentou um componente coreotetoide e mista. 36% das crianças avaliadas foram classificadas como nível V no GMFCS, apresentando ótimo controle cefálico, como também de tronco superior e inferior. Os que faziam uso de órteses totalizaram 73%, e 55% não faziam uso de meios auxiliares de locomoção. Conclusão: Diante dos resultados encontrados nesta pesquisa conclui-se que as crianças com ECNPI apresentam perfis neuromotores variados. Por tais razões a fisioterapia tem importante papel no desenvolvimento neuromotor da criança, proporcionando melhoras funcionais para sua independência, promovendo habilidades motoras necessárias à reabilitação e levando maior qualidade de vida a essas crianças.
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