PERFIL NEUROMOTOR E ESTADO COGNITIVO DE CRIANÇAS COM ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA: ESTUDO COMPARATIVO
Palavras-chave:
Encefalopatia crônica não progressiva, Alterações motoras, CogniçãoResumo
Introdução: A encefalopatia crônica não progressiva conhecida como paralisia cerebral é uma lesão que vai ocorrer no encéfalo durante o período de desenvolvimento, podendo ser no período pré-natal, peri-natal ou pós-natal. De acordo com as alterações motoras existentes, nota-se um aumento do tônus da musculatura extensora e adutora dos membros inferiores e flexora dos membros superiores, sendo os membros superiores mais acometidos. A cognição dessas crianças também vai estar alterada, afetando assim a capacidade de pensar, perceber algo, sentir e lembrar por exemplo. Objetivo: Avaliar e comparar o perfil motor e estado cognitivo de crianças com encefalopatia crônica não progressiva: estudo comparativo. Metodologia: O estudo é do tipo observacional, com abordagem quantitativa, corte longitudinal prospectivo, de caráter descritivo através de uma pesquisa de campo, a pesquisa foi realizada no segundo semestre de 2021. Ocorreu em uma clínica escola de fisioterapia em um Centro Universitário de Patos. A coleta deu-se de forma presencial, através de um questionário para seis participantes. Resultados: Nos resultados encontrados foi similar com um porcentual de 50% em relação ao sexo feminino e masculino, com uma maior predominância crianças espásticas 66,7 (n=4), sendo elas com diparesia, hemiparesia e quadriparesia 33,3 (n=2). O uso das órteses e dispositivos auxiliares aumentou entre o intervalo de três meses de 50% (n=3) á 83,3% (n=5), onde as crianças que não usavam passaram a usar. Foi feita uma avaliação da função motora geral e parte cognitiva, onde observou que teve uma melhora de um mês para outra de avaliação, porém em alguns casos os resultados mantiveram os mesmos. E por fim, na escala GMFCS foram identificadas crianças apenas nos níveis II, III, IV e V. Conclusões: Diante do exposto, concluiu-se que há uma prevalência em crianças com Paralisia Cerebral do tipo espásticas principalmente caracterizadas por diparesia, hemiparesia e quadriparesia. Foi demonstrada que as crianças que não usavam órteses e DAM passaram a utilizar, e que também há uma alteração nas suas funções motoras e cognitivas. Na função motora grossa (GMFCS) três crianças mantiveram os resultados e três conseguiram evoluir.
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