EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO FERRAMENTA PARA A PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO TRABALHO DE PARTO
Palavras-chave:
Enfermagem, Pré-Natal, Prevenção, Violência ObstétricaResumo
Objetivo: Relatar o processo de educação em saúde no pré-natal de baixo risco como
meio de prevenção contra a violência obstétrica às gestantes, realizado pelo enfermeiro
na atenção primária à saúde. Método: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, com
abordagem qualitativa. A coleta dos dados foi realizada por meio de entrevista com
profissionais de enfermagem que atuassem nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da
cidade de Patos-PB, suas respostas foram codificadas de forma alfanumérica. A pesquisa
foi realizada de acordo com as resoluções n° 466/2012 e n° 580/2018, tendo aprovação
pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Patos – UNIFIP.
Resultados: A pesquisa foi realizada com 08 enfermeiras, a maioria tem idade
compreendida entre 25 e 40 anos, todas do sexo feminino, com pós-graduação. Durante
a análise dos dados foram identificadas quatro categorias temáticas: Os enfermeiros não
realizam a prevenção da Violência Obstétrica pelo pré-natal; A capacitação de
enfermagem dispõe de ensino teórico-prático; A importância do conhecimento sobre
Violência Obstétrica; O que, de fato, previne a Violência Obstétrica? Conclusão:
Percebe-se que, nitidamente, os profissionais de enfermagem conseguiriam realizar uma
prevenção da violência obstétrica no pré-natal, porém, não é o habitual desses
profissionais, deixando passar a oportunidade de apresentar uma educação em saúde de
qualidade para as pacientes, que poderiam livrá-las de uma possível frustação futura,
principalmente, as que são mais vulneráveis, como as mulheres de baixa renda, baixa
escolaridade e etnia negra.
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