RETRATO DA VIOLÊNCIA URBANA: perfil epidemiológico das vítimas e seus potenciais agressores

Autores

  • ADÊNIO FREIRE DE CALDAS Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

População, Prevenção, Violência

Resumo

A violência urbana é um dos maiores problemas vivenciados no mundo contemporâneo, tornando-se um desafio a ser vencido pelos gestores e população. O Brasil figura entre os mais violentos países do planeta e essa ferocidade atinge todas as classes sociais, raças e crenças. O estudo objetivou descrever o perfil epidemiológico de vítimas da violência e dos seus potenciais agressores. Trata-se de um estudo retrospectivo, quantitativo, realizado através da análise de processos criminais ativos, em tramitação no Fórum Des. Luiz Silvio Ramalho, município de Piancó – PB. Foram analisados 56 processos criminais, dentre os 87 relacionados a algum tipo de violência. Observaram-se através dos dados que as vítimas são mulheres (80,4%), com idades entre 18 e 29 anos (42,8%), residentes na zona urbana e com ocupação declarada, ao mesmo tempo, os agressores são homens (94,6%), jovens de 18 a 29 anos (35,7%), pardos (10,7%), quando a raça é declarada, moradores da zona urbana e trabalhadores. 66% das vítimas sofreram violência doméstica, principalmente no dia de domingo (21,4%), no horário variando entre 6 e 12 horas (33,9%). Notou-se que os agressores praticaram seus atos violentos com o auxilio das próprias mãos/força física (55,4%), agiram sem influência de drogas, não podendo ignorar a associação a bebidas alcoólicas que juntamente a ciúmes, impulsionaram a prática da violência. Apesar dos altos índices, a maior parte das vítimas não necessitou ou não procurou atendimento médico (51,8%), nem tiveram lesões importantes, porém sofreram ameaças, tortura psicológica, entre outras. Apenas 5,4% das vítimas foram a óbito, e nesse sentido observa-se que 53,6% dos agressores não foram presos, gerando desse modo uma sensação de impunidade e descrença da população com a legislação. Logo, o Brasil que amplia seus índices de violência e chega a números somente alcançados por países em guerra devem unir forças, autoridades em conjunto com a sociedade e entidades devem elaborar projetos, principalmente na área educacional, que visem minimizar os índices e efeitos da violência, a qual enclausura, amedronta e adoece a população.

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Publicado

2024-07-31

Como Citar

CALDAS, A. F. D. (2024). RETRATO DA VIOLÊNCIA URBANA: perfil epidemiológico das vítimas e seus potenciais agressores. Repositório Institucional Do Unifip, 3(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/1734

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