VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: PERCEPÇÕES ACERCA DO PARTO NORMAL
Palavras-chave:
Parto Normal, Parto Humanizado, Violência contra a mulherResumo
O parto vem sendo frequentemente percebido como um processo patológico, que tem
resultado na adoção da tecnologia do parto dirigido, no qual a mulher se encontra,
geralmente, semi-imobilizada, com as pernas abertas levantadas, privada de alimentos e
líquidos por via oral, sujeita à utilização de drogas para a indução do parto e ao uso
rotineiro de episiotomia e eventual do fórceps. Este estudo objetiva identificar a
experiência de mulheres primíparas diante de possíveis casos de violência obstétrica no
parto normal. Trata-se de um estudo descritivo de abordagem quantitativa, realizado
entre Março e Abril de 2016 na Maternidade Dr. Peregrino Filho, no município de Patos
– PB, com 38 puérperas que passaram pelo processo de parto normal. O instrumento de
estudo utilizado foi um roteiro de entrevista estruturado, sendo a pesquisa realizada após
aprovação do Comitê de Ética e Pesquisas das Faculdades Integradas de Patos e tendo
seguido os preceitos éticos em pesquisas. A partir da análise dos dados, foi visto que a
maior parte das mulheres não sofreu violência obstétrica física, sendo o toque vaginal e
a falta do acompanhante no parto as principais queixas entre elas. Conclui-se portanto
que, apesar da manutenção de alguns costumes divergentes aos manuais de parto
humanizado, foram encontradas respostas positivas entre as mulheres à respeito do
sentimento no pós-parto.
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