PERCEPÇÃO MATERNA SOBRE O MÉTODO CANGURU EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DO SERTÃO PARAIBANO
Palavras-chave:
Método Canguru, Percepção Materna, Prematuridade, Recém-nascidoResumo
O Método Canguru (MC), consiste em manter o recém nascido (RN), entre os seios maternos, em posição supina e em contato pele-a-pele com a mãe, este método possui o intuito de promover um contato precoce entre o binômio mãe e filho, criando assim um maior vínculo entre eles, o que colabora também para a evolução do quadro de bebês prematuros, auxiliando no ganho de peso, estímulo ao aleitamento materno, diminuição do risco de infecções, diminuição do estresse da dor. O objetivo deste estudo foi conhecer a percepção das mães acerca do método, caracterizando o perfil das mesmas e dos recém-nascidos admitidos na 2ª etapa do MC. A pesquisa tratou-se de uma pesquisa com levantamento de dados, de abordagem qualiquantitativa, composta por 20 participantes que estavam vivenciando o MC e que aceitaram participar da pesquisa. Os dados apontaram que as mães tinham uma média de idade de 24,6 anos (DP=2,3); a maioria eram casadas (70%), católicas (85%), tinham ensino médio completo (45% ) e não estavam trabalhando (70%). Além disso, a maior parte das mães eram primigestas ou tinham tido duas gestações, com 35% cada e todas (100%) haviam realizado pre-natal. Quanto às complicações durante à gestação, a maioria (35%) afirmaram não ter apresentado, porém 25% referiram ter tido ITU. Em relação ao perfil dos RNs, 50% eram do sexo masculino ou feminino e 25% eram pré-termos com 33-36 semanas ao nascimento. Na escala de APGAR no 1º minuto de vida, 45% tiveram asfixia moderada ou boa vitalidade; 80% foram classificados como muito baixo peso; 45% estavam entre 5 e 10 dias vivenciando a segunda etapa do Método Canguru e 40% estavam recebendo Leite Materno ordenhado. Ao analisar a percepção materna acerca do MC, observou-se os benefícios do método, destacandose o ganho de peso, melhora da respiração e sono em seus bebês, aumento do vínculo mãefilho, bem como a confiança para cuidar dos mesmos. Dentre as dificuldades, relatou-se insegurança no cuidado com o RN baixo peso e a falta de apoio da equipe. Conclui-se assim, que a prática do MC é fundamental na assistência ao RN de baixo peso com melhora da condição clínica do bebê e como forma de fortalecimento para o vínculo materno.
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