AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE MÃES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Palavras-chave:
Autismo, Qualidade de vida, Mães, Crianças, AdolescentesResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta consequências importantes na interação social e na possibilidade de adquirir autonomia, o que gera dependência permanente de seus familiares. Culturalmente, em nossa sociedade, são as mães que assumem esse papel. O estudo tem como objetivo avaliar a qualidade de vida de mães de crianças e adolescentes que possuem Transtorno do Espectro Autista – TEA. A pesquisa trata-se de pesquisa de campo, exploratória e com abordagem quantitativa, através da aplicação de um questionário de qualidade de vida (WHOQOL-bref) que teve como objetivo fazer uma autoavaliação sobre qualidade de vida e satisfação com a saúde geral, bem como um instrumento de caracterização sóciodemográfico e questões referentes ao autismo elaborado pelas autoras. O estudo foi desenvolvido na cidade de Patos-PB com mães de crianças e adolescentes com diagnóstico de TEA atendidos no Centro Especializado em Reabilitação – CER II, sendo a amostra composta pelas primeiras 30 voluntárias. Os dados da amostra foram analisados, tabulados e graficados utilizando o software Microsoft Excel. E a pesquisa considerará a Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Participaram da pesquisa 30 mães com media de idade de 33,63 anos com idades variando entre 21 e 66 anos. A maioria das mães 83,3% (25) tinham apenas 1 filho com TEA, tendo o diagnostico entre 1 e 5 anos de idade 76,7% (23), com classificação em Nível de suporte II 63,3% (19) e as terapias mais utilizadas foram a fonoaudiologia, psicologia e Terapia Ocupacional. As principais dificuldades enfrentadas pelas mães foram: comportamento do filho, preconceito, vagas para tratamento na rede publica, dificuldades na fala, falta de apoio familiar e dificuldade de locomoção. Quanto a qualidade de vida no domínio geral a média obtida foi de 3,53 apontando para uma classificação regular. E os domínios físico, psicológico e relações sociais obtiveram medias bem semelhantes, apontando para uma classificação regular. Entretanto, o domínio de meio ambiente foi classificado como precisa melhorar. Conclui-se então que as mães entrevistadas desta pesquisa possuem dificuldades consideráveis em sua função com filhos portadores de TEA e sua qualidade de vida pode ser considerada como regular.
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