QUALIDADE DE VIDA, ESTRESSE E SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS FISIOTERAPEUTAS ATUANTES EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA NO SERTÃO DA PARAÍBA
Palavras-chave:
Estresse, Qualidade de vida, Saúde Mental, FisioterapeResumo
A equipe de saúde no ambiente hospitalar está regularmente exposta a fatores que
comprometem sua saúde física e mental, como a proximidade com situações de dor,
sofrimento e morte e longas jornadas de trabalho. Dentre as áreas hospitalares, a
Unidade de terapia intensiva (UTI) é considerada como o mais tenso, traumatizante e
agressivo, em decorrência da rotina de trabalho intensa; dos riscos constantes à
equipe. Assim, o Fisioterapeuta, como componente das equipes multidisciplinares das
UTIs, ao realizar as suas atividades cotidianas, depara-se com diferentes situações
que podem comprometer a sua saúde. Portanto, o atual estudo busca avaliar a
qualidade de vida, estresse e saúde mental dos profissionais fisioterapeutas atuantes
em UTIs no sertão da Paraíba. Trata-se de uma pesquisa transversal, do tipo
descritiva e abordagem quantitativa. Para coleta de dados foram utilizados os
seguintes questionários: o sociodemográfico e ocupacional, Whoqol- bref e o Job
Stress Scale (JSS), através do Google Forms. A população foi formada por
fisioterapeutas atuantes em UTIs da cidade de Patos, no estado da Paraíba e a
amostragem foi constituída por 20 voluntários que aceitaram fazer parte da pesquisa,
considerando tal amostragem equivalente a 100% do total proposto. Os dados da
amostra foram analisados, tabulados e graficados utilizando o software SPSS para
Windows. A realização deste estudo considera a Resolução nº 510/16 do Conselho
Nacional de Saúde. Os resultados demonstram que, a média de idade dos
profissionais foi de 34,6 anos, onde 85% eram do sexo feminino, 40% possuía de 2 a
5 anos de formação acadêmica e 60% tinha especialização em terapia intensiva. Além
disso, a maioria atuava em UTI adulta (15%), apresentaram mais de um vínculo
empregatício (55%) e trabalham em mais de um turno (95%). Evidenciou-se ainda,
que 45% consideravam sua qualidade de vida como boa e 55% afirmaram estar
“médio” satisfeitos com sua saúde. No entanto, observa-se uma qualidade de vida
“regular” em todos os domínios do Whoqol-Bref, com base na média geral. Quanto ao
estresse, os profissionais apresentavam em seu ambiente de trabalho, uma baixa
demanda psicológica, associada a um baixo controle e apoio social, demonstrando
um nível razoável de estresse. Conclui- se que o trabalho nas UTIs associados a altas
cargas horárias e aos turnos de trabalho tem influência negativa em diversos
aspectos, podendo assim gerar complicações no bem-estar, fazendo com que haja
uma vulnerabilidade na QV dos profissionais.
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