INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES ASSISTIDAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO INTERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE
Palavras-chave:
Incontinência Urinária, Mulher, Qualidade de vida, SUSResumo
A Incontinência Urinária (IU) é definida pela International Continence Society – ICS
como a queixa de qualquer perda involuntária de urina. A IU estabelece uma série de
respostas físicas, econômicas, psicológicas e sociais que interferem de forma
negativa a qualidade de vida das mulheres, proporcionando modificações no
comportamento e estilo de vida, principalmente relacionados ao bem-estar social e
mental. Assim, este estudo tem como objetivo principal identificar a prevalência de
Incontinência Urinária em mulheres assistidas na Atenção Primária à Saúde e o
impacto na qualidade de vida das mesmas. Trata-se de uma pesquisa de campo, de
abordagem quantitativa, descritiva e corte transversal, relacionada à qualidade de vida
de mulheres com Incontinência Urinária vinculadas à Unidades Básicas de Saúde
(UBS) na cidade de Caicó – RN. A amostragem do tipo não-probabilística por
conveniência, foi constituida por 50 mulheres que concordaram em participar do
estudo. Para coleta de dados foram utilizados um questionário sociobiodemográfico
elaborado pelas autoras, o International Consultation Incontinence Questionnaire −
Short Form (ICIQ-SF) e o King’s Health Questionnaire (KHQ). Os dados da amostra
foram analisados utilizando o software estatístico SPSS 21.0. A realização deste
estudo considerou as Resoluções nº 510/16 e n° 580/18 do Conselho Nacional de
Saúde. Os dados da pesquisa apontaram que a média de idade das participantes foi
de 44,98 anos, onde a maioria eram casadas (46%), apresentavam ensino médio
completo (50%) e exerciam atividade remunerada (80%). Quanto à prevalência de
IU, 46% das participantes referiram apresentar perda involuntária de urina, onde
destas, a sintomatologia mais mencionada foi a de Incontinência Urinária por Esforço.
Em relação aos hábitos de vida, a maioria das mulheres declararam não ser
tabagistas, não ingerem bebida alcoólica e não praticam atividade física. Quanto às
comorbidades autorreferidas, 28% das mulheres afirmaram ter hipertensão arterial
sistêmica. Ao ser analisado o impacto da IU na vida diária, as voluntárias
apresentaram um impacto moderado. Quanto à percepção geral de saúde, 60,9% das
mulheres avaliaram sua saúde como regular e 30,4% como boa.
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