ANÁLISE COMPARATIVA DA ATIVIDADE ELETROMIOGRÁFICA LOMBAR EM INDIVÍDUOS COM E SEM HIPERLORDOSE
Palavras-chave:
Hiperlordose, Fisioterapia, Alteração Postural, EletromiografiaResumo
O músculo eretor da espinha surge da aponeurose espinal e da crista ilíaca, se ramificando superiormente nos músculos espinal, iliocostal e longuíssimo. A lordose é a curvatura fisiológica da coluna e a hiperlordose é o aumento excessivo da lordose, sendo caracterizada pelo aumento do ângulo lombossacral, flexão de quadril, inclinação anterior da pelve. É observado que o sexo feminino apresenta uma curvatura maior que o do sexo masculino, porém, durante o envelhecimento essa curvatura tende a diminuir. A eletromiografia é um instrumento capaz de identificar a atividade elétrica por meio de eletrodos, estando associada ao sistema musculoesquelético e nervos. O objetivo deste trabalho é comparar a atividade eletromiográfica lombar de pacientes com hiperlordose com indivíduos sem alteração postural. A pesquisa faz relação entre a ativação elétrica da musculatura lombar em pacientes com hiperlordose e comparar com indivíduos sem alterações posturais. Trata-se de uma pesquisa aplicada, exploratória e descritiva, quantitativa e experimental. Os participantes foram submetidos a avaliação postural por meio do simetrógrafo em vista lateral, onde foi possível observar e diferenciar os indivíduos que possuíam hiperlordose lombar dos indivíduos sem hiperlordose lombar, onde também foi possível observar quais indivíduos possuíam anteversão pélvica, após isso os sujeitos foram divididos em 2 grupos, o primeiro grupo composto por indivíduos com hiperlordose com o total de 10 sujeitos e o segundo grupo composto por indivíduos sem hiperlordose com o total de 10 sujeitos. Após esse procedimento realizaram movimento de hiperextensão lombar em decúbito ventral por 10 segundos e após relaxamento muscular repetiram o movimento em bípede durantes 10 segundos. Foi notável que a ação do músculo eretor da espinha é maior em decúbito ventral que em bípede. Verificou-se também que todos os indivíduos com hiperlordose possuem anteversão pélvica. O estudo aponta resultados com diferenças entre os indivíduos com hiperlordose e os indivíduos sem hiperlordose, porém, são diferenças mínimas. Também foi observado diferenças bilaterais entre os 2 grupos, podem haver influência do lado dominante do indivíduo. Nos resultados obtidos foi verificável que 80% das participantes com hiperlordose do estudo, relataram que sentem ou já sentiram dor ou incômodo na região lombar, e 50% das participantes sem hiperlordose relataram que sentem ou já sentiram dor ou incômodo na região lombar. O presente estudo obteve diferenças mínimas, não significativas estatisticamente, provavelmente devido o tamanho da amostra ser pequena, onde seria necessário um número maior de participantes na amostra para obter resultados com diferenças estatísticas. Uma das motivações para a execução desta pesquisa foi a oportunidade de obter mais conhecimentos sobre a hiperlordose lombar e suas características, com o intuito de alinhar esforços para que outros indivíduos que buscam conhecimentos sobre a ativação elétrica do músculo eretor da espinha e o seu comportamento. E poder usar o estudo na avaliação fisioterapêutica de pacientes com hiperlordose e também para desenvolver um melhor plano de tratamento fisioterapeutico de fortalecimento do músculo eretor da espinha, a partir das características apresentadas no estudo.
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