EFEITOS DA MOBILIZAÇÃO CRANIOCERVICAL NA MODULAÇÃO DA ATIVIDADE VAGAL

Autores

  • JOÃO EUZÉBIO NÓBREGA DE ARAÚJO Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Estimulação do Nervo Vago, Nervo Vago, Neuromodulação

Resumo

O nervo vago (NV) é um nervo parassimpático misto formado pela fusão dos nervos do quarto e sexto arco faríngeo. Ele tem grandes componentes visceral eferente e visceral aferente, que vão para o coração, intestino anterior e seus derivados e para grande parte do intestino médio. Estima-se que 80% das fibras deste nervo sejam aferentes, portanto, é responsável pela transmissão de sensações viscerais, somáticas e de sabor; emergindo ou convergindo do núcleo dorsal do nervo vago, do núcleo ambíguo, do núcleo do trato solitário e do núcleo trigeminal da medula espinal. Sendo assim, as conexões do nervo vago permitem que este module a função de centros cerebrais elevados, formando a base que permite sua ação em desordens variadas. A função simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo (SNA) é essencial para quase todos os processos fisiológicos. O NV é conhecido, principalmente, por sua função parassimpática. Além de sua função fisiológica, o nervo vago ganhou um papel importante no tratamento de certas doenças como: depressão, obesidade, controle da pressão arterial, estados de doença cardíaca e doenças inflamatórias, como artrite reumatoide. Com relação às técnicas de terapia manual que podem ser utilizadas para melhorar a mobilidade da articulação craniocervical destacam-se as mobilizações articulares do Maitland, por se tratarem de técnicas seguras, indolores e eficazes, definidas pelo próprio Maitland como movimentos oscilatórios rítmicos dentro do arco de movimento da articulação. Estas manobras podem ser aplicadas em diferentes articulações, com diferentes velocidades e pode ser interrompida pelo paciente caso propicie algum desconforto e são divididas em 4 graus de mobilização articular e 1 grau de manipulação articular. Objetivo: Este estudo objetiva analisar os efeitos da mobilização articular craniocervical do conceito Maitland, da mobilização articular craniocervical com auxílio do Symbalo e do repouso em decúbito dorsal sobre a modulação dos sinais vitais pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação de oxigênio. Métodos: tratou-se de um ensaio clínico randomizado do tipo cego onde os 58 participantes foram alocados nos grupos através de sorteio, após a avaliação os participantes sorteavam o grupo que seriam direcionados sem que o avaliador e o intervencionista soubesse para qual ele foi encaminhado, formando dois grupos de estudo e um de controle (placebo), procedendo em seguida com a intervenção que se desejou avaliar os resultados entre os grupos de mobilização articular craniocervical do conceito Maitland e mobilização articular craniocervical com auxílio do Symbalo, servindo o outro para comparação dos resultados. Após os dados obtidos, foi calculado as médias de alterações da pressão arterial em cada grupo. Resultados: Os resultados demonstraram significância estatística em apenas um dos grupos onde se foi realizado a técnica de mobilização articular occiptal/C1 do conceito Maitland com redução na média geral da PA e 7,4% de redução na média de pressão arterial sistólica, evidenciando um efeito contrário ao esperado no grupo da técnica objeto de estudo deste trabalho. Conclusão: contudo a técnica de Mobilização articular Occipital/C1 do Conceito Maitland, apresenta um melhor resultado positivo e significativo na diminuição da PA em comparação a técnica de mobilização articular occipital/C1 com auxílio do Symbalo que demostrou resultados negativos, apresentado aumento da média da PAS.

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Publicado

2024-08-08

Como Citar

ARAÚJO, J. E. N. D. (2024). EFEITOS DA MOBILIZAÇÃO CRANIOCERVICAL NA MODULAÇÃO DA ATIVIDADE VAGAL. Repositório Institucional Do Unifip, 4(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2114

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