A CONTRIBUIÇÃO DA DANÇA NA ESTIMULAÇÃO COGNITIVA DE IDOSOS
Palavras-chave:
Funções Executivas, Dança, Envelhecimento.Resumo
Nos dias atuais é notável o avanço da média de vida da população, o que vem gerando estudos científicos com o intuito de compreender as causas da longevidade das pessoas. Com a criação e ampliação dos programas de saúde nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos, a população tem conseguido chegar a idades mais avançadas. A prática de atividade física ajuda a retardar declínios funcionais e a melhorar a saúde mental das pessoas. A dança tem sido uma atividade física bastante procurada pelos grupos de diversas idades. Este estudo tem como objetivo principal analisar a influência da dança na melhora cognitiva de idosos. O referido estudo foi realizado no Centro Universitário de Patos (UNIFIP) na cidade de Patos (PB). Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa, onde participaram 20 idosos. A coleta dos dados ocorreu através da aplicação de 4 testes neuropsicológicos, são eles o Mini Exame do Estado Mental, o Stroop Test, o Teste Span de Digitos e o Teste das Trilhas Coloridas, em dois grupos de idosos praticantes de atividades físicas, um que dança e outro não. Após a análise dos dados coletados, pôde-se observar que referente às variáveis do Teste Mini Exame do Estado Mental o grupo Dança apresentou maior nível de Orientação (M= 9,70; DP= 0,67, p> 0,05) em relação ao grupo Não Dança. Já na variável atenção foi observado um melhor resultado do grupo Não Dança (M= 3,00; DP= 2,21, p > 0,05) quando comparado ao grupo Dança (M= 2,80; DP=2,15, p > 0,05). Quanto a linguagem o grupo Não Dança (M= 8,5; DP=0,52, p > 0,05) apresentou pontuação maior que o grupo Dança (M=8,40; DP=0,96, p > 0,05). No entanto, devido ao número da amostra, essas variáveis apresentaram pequenas variações de média e desvio padrão. Diante desses resultados a pontuação geral do Mini exame do estado mental foi próxima para os dois grupos, o que era esperado, levando em consideração que os dois grupos praticam atividade física. No Stroop Test foi avaliado na variável “Erro Stroop” o número de erros de cada grupo buscando avaliar a atenção seletiva e o controle inibitório, onde o grupo Dança (M=3,00 ; DP=3,52, p > 0,05) apresentou um número maior de erros que o grupo Não Dança (M= 2,60; DP= 2,17, p > 0,05). No teste Spam de Dígitos foi pontuado o total de acertos de cada indivíduo onde participantes do grupo do grupo Dança (M=9,60; DP=2,36, p > 0,05) pontuaram mais que os participantes do grupo Não Dança (M=8,80; DP=3,19, p > 0,05). No teste das trilhas coloridas 1, o resultado foi pontuado a partir do tempo em segundos que cada participante demorou para concluir a primeira fase do teste, o grupo Dança (M=124,80; DP=60,81, p > 0,05) e grupo Não Dança, (M=81,0; DP=34,05, p > 0,05). Durante a pesquisa percebeu-se que o maior número de idosos que dançavam e que praticavam outras atividades físicas tinha nível superior completo (45%), fator esse que influenciou nos resultados dos testes. Também foi observado que há uma maior busca pela dança por idosos que tenha um maior nível de escolaridade, como também por idosos do sexo feminino, fato observado na pesquisa onde todos os participantes foram mulheres. Através das médias dos resultados do teste span de dígitos notou-se também que os idosos que dançam apresentam melhores resultados em memória de reconhecimento se comparado ao outro grupo apontando para uma possível relação entre a prática da dança e a estimulação da memória. A literatura aponta para resultados positivos demonstrando a influência da dança na cognição de idosos como também em uma melhora da qualidade de vida. Observa-se a necessidade nos dias atuais de compreender melhor como funcionam e como são estimuladas as funções executivas, assim como a cognição no geral.
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