HUMANIZAÇÃO NO TRATAMENTO DE DOENTES RENAIS CRÔNICOS SUBMETIDOS A HEMODIÁLISE NA INSTITUIÇÃO NEPRHON – SERVIÇOS DE NEFROLOGIA DA CIDADE DE PATOS.
Palavras-chave:
Doença Renal Crônica. Hemodiálise. Humanização. Política Nacional de Humanização.Resumo
O presente trabalho apresenta a discussão sobre a importância da política de humanização no tratamento de pacientes acometidos por Doença Renal Crônica sujeitos a hemodiálise na clínica NEPHRON – Serviços de Nefrologia da cidade de Patos. O objetivo proposto consiste em analisar o perfil dos usuários desse serviço, assim como as dificuldades enfrentadas durante o tratamento e a humanização na prestação do serviço, tendo em vista, a sua importância para o tratamento de pacientes renais crônicos. No Brasil a doença renal crônica atinge cerca de 100 mil pessoas submetidas ao tratamento hemodialítico, número que tem aumentado a cada dia. Destarte, a Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Renal inclui em seu contexto, normas especificas da Política Nacional de Humanização, para o aprimoramento da relação estabelecida entre os usuários, profissionais e gestão, e elaboração de estratégias que o propiciem melhores condições de vida dos pacientes frente ao tratamento hemodialítico. Nesse sentido, foi realizada uma pesquisa de campo, exploratória e descritiva, com abordagem quanti-qualitativa seguida da aplicação de um roteiro de entrevista semiestruturada junto a dez usuários que fazem a Terapia Renal Substitutiva (hemodiálise) na clínica NEPHRON no Município de Patos-PB durante o mês de Março de 2018. Diante disso, consideramos que a humanização é de grande importância no tratamento de pessoas acometidas por doenças renais crônicas frente ao tratamento, uma vez que a doença não afeta somente a saúde física e emocional, mas também a sua realidade social. Destarte, o resultado desse estudo, apontou a satisfação dos usuários em relação aos serviços prestados pela clínica, mesmo diante de algumas lagunas como a questão da preocupação com transporte; a carência de informações para novos pacientes; e o calor excessivo no ambiente de espera. Em relação ao perfil socioeconômico dos usuários 60% são do sexo masculino estando em idade economicamente ativa de 28 a 38 anos (50%), onde a maioria dos usuários são casados (50%) com o número de filhos reduzidos a um (37,5%) e cursaram o ensino superior completo (30%), onde 80% dos participantes chegaram à clínica mediante a rede pública.
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