POLIMORFISMOS GENÉTICOS ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPOS 1 E 2 E ABORDAGEM DA REDE DE INTERAÇÃO PROTEICA

Autores

  • SAFIRA VITÓRIA GOMES DE SOUZA Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

SNP. Diabetes. Desregulação autoimune. Resistência insulínica.

Resumo

O diabetes mellitus é uma doença crônica que causa hiperglicemia, isso acontece devido a alteração na secreção de insulina e por variáveis graus de resistência periférica à insulina. É estimado que 537 milhões de adultos com idades entre 20 e 79 anos vivem atualmente com diabetes, o que representa 10,5% da população mundial nessa faixa etária, sendo previsto que o número total aumente para 643 milhões (11,3%) até 2030 e 783 milhões (12,2%) até 2045. Sabese que alguns genes estão associados a fisiopatologia da diabetes, com destaque para alguns polimorfismos intrínsecos ao DM 1 e DM2. Nesse cenário, a presente pesquisa teve como objetivo descrever polimorfismos genéticos associados ao desenvolvimento do diabetes mellitus tipos 1 e 2 e abordar a rede de interação proteica. A coleta de dados foi realizada a partir da análise de Polimorfismos de Nucleotídeo Único (SNPs) disponíveis na ferramenta dbSNP , na plataforma do NCBI. As redes de interação proteica foram determinadas utilizandose a ferramenta STRING. Foram avaliados os polimorfismos associados aos quadros de diabetes mellitus tipos 1 e 2, categorizados como patogênicos ou de fator de risco, presentes no dbSNP; a partir destes SNPs foram construídas as redes de interação proteica. Foram selecionados, a partir de uma revisão integrativa prévia, 11 genes com polimorfismos associados aos quadros de diabetes mellitus (CTLA-4, TYK2, GPX4, GCLC, TCF7L2, PTPN1, SLC6A4, VEGFA, ABCA1, SH2B1, AGER), dos quais três estavam relacionados especificamente à diabetes tipo 1 (TYK2, GPX4, GCLC), sete intrínsecos a diabetes tipo 2 (TCF7L2, PTPN1, SLC6A4, VEGFA, ABCA1, SH2B1, AGER), e 1 polimorfismo comum em ambos os quadros (CTLA-4). Observou-se uma grande prevalência de polimorfimos com variação do aminoácido na estrutura proteica, o que pode alterar a atividade da proteína e sua capacidade de ligação com outras moléculas e substratos. Mediante os resultados encontrados foi possível caracterizar diferentes genes relacionados aos quadros de DM 1 e 2, os quais apresentavam distintos polimorfismos, os quais implicavam diretamente na função proteica. Desse modo, a existência de mutações pontuais em genes importantes pode comprometer a ação da proteína e condicionar a uma desregulação autoimune ou resistência insulínica. Vale salientar que, é fundamental a realização de mais estudos na área a fim de determinar outros polimorfismos relacionados ao quadro, bem como estabelecer quais possuem maior grau de patogenicidade.

 

 

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Publicado

2024-08-22

Como Citar

SOUZA, S. V. G. D. (2024). POLIMORFISMOS GENÉTICOS ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPOS 1 E 2 E ABORDAGEM DA REDE DE INTERAÇÃO PROTEICA. Repositório Institucional Do Unifip, 8(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2938

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