HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA COMO FATOR DE RISCO AO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
Palavras-chave:
Acidente Vascular Encefálico. Hipertensão Arterial Sistêmica. Doença Cérebro Vascular.Resumo
A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma condição médica crônica caracterizada pelo aumento da pressão arterial acima dos valores considerados normais, o que pode afetar o funcionamento adequado dos órgãos e sistemas do corpo humano. Diversos estudos têm mostrado que a hipertensão arterial está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, em especial o Acidente Vascular Encefálico (AVE). O perfil característico e o estilo de vida do paciente indicam uma maior probabilidade do desenvolvimento deste episódio. O AVE é uma condição grave que ocorre quando o suprimento sanguíneo para o cérebro é interrompido ou reduzido, levando à morte de células cerebrais e causando sintomas neurológicos e déficits funcionais permanentes ou temporários. O AVE pode ser classificado em dois tipos principais: o isquêmico, que representa cerca de 80% dos casos, e o hemorrágico, que ocorre quando há sangramento no cérebro. O AVE é considerado uma das principais patologias responsáveis pela mortalidade e invalidez no mundo todo, tornando-se um problema de grande importância para a saúde pública. Com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a prevalência da Hipertensão Arterial Sistêmica como fator de risco para o Acidente Vascular Encefálico (AVE), foi realizada uma revisão bibliográfica por meio de pesquisas em periódicos disponíveis nas plataformas SciELO, LILACS e Google Scholar. O período de busca abrangeu de setembro de 2022 a abril de 2023, sendo selecionados 26 artigos científicos para contextualizar a relação entre a Hipertensão Arterial Sistêmica e o AVE como fator de risco. Os resultados obtidos a partir desta revisão bibliográfica indicam que a Hipertensão Arterial Sistêmica é o fator de risco mais prevalente para o Acidente Vascular Encefálico (AVE), afetando principalmente o público masculino e com maior incidência na faixa etária de 49 anos. É importante ressaltar que o AVE não é exclusivo de pacientes idosos com hipertensão, mas também pode afetar jovens adultos, reforçando a necessidade de intensificar os cuidados preventivos em todas as faixas etárias. Diante desses achados, é fundamental que profissionais de saúde estejam atentos aos fatores de risco para o AVE, especialmente a hipertensão arterial, oferecendo orientações e cuidados preventivos a fim de minimizar os riscos de desenvolvimento da doença em pacientes de todas as idades. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da hipertensão arterial também são fundamentais para a prevenção do AVE e outras complicações cardiovasculares. Conclui-se, portanto, que é fundamental que haja uma abordagem integrada e multidisciplinar na prevenção e tratamento da hipertensão arterial e suas complicações, incluindo o AVE. Isso envolve a conscientização da população sobre a importância de hábitos saudáveis, ações preventivas e um cuidado integral e personalizado por parte dos profissionais de saúde.
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