ESTUDO DA FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA DE ALZHEIMER E O USO DE BIOMARCADORES BIOLÓGICOS PARA POSSIBILITAR O DIAGNÓSTICO PRECOCE

Autores

  • JÚLLIA RAISSA SOUZA LEITE Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Doença de Alzheimer. Fisiopatologia. Biomarcadores da Doença de Alzheimer. Diagnóstico. Líquido cefalorraquidiano.

Resumo

Introdução: A doença de Alzheimer é definida como doença neurodegenerativa progressiva e é a forma mais comum de demência relacionada à perda das funções neuronais após os 60 anos de idade em todo o mundo. A DA é uma doença irreversível e debilitante. Em definição ampla a fisiopatologia da doença de Alzheimer é causada por morte dos neurônios e perda de tecido cerebral, que afeta a memória, o pensamento, o raciocínio, a comunicação e a linguagem. Nas últimas décadas o aumento dos números de casos desta doença tornou-se motivo de preocupação na saúde pública. O diagnóstico da DA é feito atualmente por meio de avaliação clínica dos sinais demenciais, auxiliados por exames complementares com a finalidade de enquadrar os achados ao diagnóstico da mesma, ou seja, o paciente é diagnosticado quando a patologia já está instalada e na maioria dos casos em estágio avançado. Objetivos: Discorrer a Doença de Alzheimer e sua fisiopatologia e verificar como os biomarcadores beta-amilóide, Tau total e as isoformas Tau fosforilada do líquido cefalorraquidiano podem ser usados de forma associada para contribuir no diagnóstico precoce. Metodologia: A revisão de literatura do tipo sistemática, foi realizada através de um estudo com abordagem qualitativo descritivo, obtidos através de pesquisa direcionada a recrutar artigos, teses, periódicos e pesquisas científicas publicadas em banco de dados, como Scielo e PubMEd, publicados entre os anos de 2014 a 2021. A seleção dos artigos foi feita por meio da utilização das seguintes palavras chaves: Fisiologia/fisiopatologia da Doença de Alzheimer, Biomarcadores da Doença de Alzheimer no LCR, Peptídeo beta-amilóide 42, Proteína Tau e Tau fosforilada e suas isoformas (P-tau 181 e P-tau 231). Foram desconsideradas as revisões que ressaltam outras formas de diagnóstico para a DA que não utilizem os biomarcadores do LCR. Resultados:Uma vez que essas são as principais proteínas classificadas como marcadores de lesão neurodegenerativa e formação de placa senil no tecido cerebral, um enorme progresso foi feito no esclarecimento e compreensão da ocorrência e progressão de doenças e o uso de biomarcadores na prática clínica. Diagnosticar antes do estágio da doença gravidade. É importante notar que os biomarcadores da doença de Alzheimer são Aβ42. T-tau e P-tau têm grande potencial para melhor compreender e melhorar os métodos de pesquisa e estratégias de tratamento de diagnóstico e tratamento precoces. Os biomarcadores de classe são classificados como muito úteis.Destaca-se que a combinação e dosagem destas proteínas levam a um diagnóstico com alta especificidade e sensibilidade mesmo antes do aparecimento clínico da doença. Conclusão: Ainda não há padronização para uso clínico dos biomarcadores proteicos da doença de Alzheimer, entretanto os resultados de pesquisas deixa clara a possibilidade de uso de tais moléculas para aprimorar o diagnóstico, perspectiva de novos medicamentos e tratamentos para a doença e sua sintomatologia. 

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Publicado

2024-08-22

Como Citar

LEITE, J. R. S. (2024). ESTUDO DA FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA DE ALZHEIMER E O USO DE BIOMARCADORES BIOLÓGICOS PARA POSSIBILITAR O DIAGNÓSTICO PRECOCE. Repositório Institucional Do Unifip, 6(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2954

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