BURNOUT E CONFLITO TRABALHO-FAMÍLIA EM PROFESSORES
Palavras-chave:
Síndrome de Burnout. Professores. Conflito trabalho-família.Resumo
Dada à importância do trabalho na constituição da subjetividade dos sujeitos, as relações entre trabalho e família têm sido alvo crescente de estudos, já que eventos ocorridos em um domínio afetam a qualidade das respostas do indivíduo no outro domínio. A presente pesquisa buscou analisar a relação entre as dimensões da Síndrome de Burnout (SB) e os fatores de Conflito Trabalho-Família em professores. O estudo, de caráter descritivo e transversal, adotou como amostra 98 professores da rede pública municipal de Itaporanga-PB, escolhidos mediante critério não-probabilístico. Os instrumentos utilizados para coletar os dados foram o Cuestionario para la Evoluación Del Síbdrome de Quemarse por el Trabalho (CESQT) e a Escala de Conflito Trabalho-Família (ECTF), além de um Questionário Sociodemográfico. Os dados foram computados e analisados através do programa SPSS, versão 22, seguindo um delineamento quantitativo. Como resultados, verificou-se que 9,2% dos professores têm Burnout, sendo 6,1% classificados como Perfil 1 e 3,1%, como Perfil 2, além de elevadas médias de interferência do trabalho na família, correlacionadas com a SB. Os resultados são preocupantes, pois a SB tem caráter processual e parte da amostra pode estar com a síndrome em curso, considerando que boa parte da amostra também apresenta níveis altos de Desgaste Psíquico, Indolência e Culpa e baixos de Ilusão pelo Trabalho. Espera-se que os resultados encontrados possam fomentar ações de prevenção à síndrome e atividades psicoeducativas que auxiliem os trabalhadores pesquisados a melhor lidarem com os conflitos entre as demandas da família e do trabalho.
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