AVALIAÇÃO DOS DISTÚRBIOS ALIMENTARES UTILIZANDO O EDI-3 EM UNIVERSITÁRIAS DO CURSO DE NUTRIÇÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA
Palavras-chave:
Transtornos alimentares. EDI-3. Universitários. Educação física. Nutrição.Resumo
Os transtornos alimentares alteram de forma significativa o hábito alimentar e a percepção corporal, apresentando um pensamento negativo acrescido de mais um problema ao comportamento alimentar. O EDI-3 foi avaliado através de uma escala tipo Likert, com seis possibilidades de resposta que variam de sempre a nunca, subdividido em três dimensões: bulimia, impulso para emagrecer e insatisfação corporal. O referente trabalho teve como prioridade analisar em universitárias de Educação Física e Nutrição, de uma ies localizada no sertão da Paraíba, a presença de perturbações alimentares a partir do escore obtido na escala EDI-3. Trata-se de uma pesquisa de cunho quantitativo, do tipo observacional, de campo, descritiva e correlacional. O estudo contou com a participação de 300 estudantes universitários do sexo feminino, a idade da amostra variou entre 18 e 49 anos (M = 22,6; DP = 4,2), todas foram escolhidas pelo método não probabilístico por conveniência. Os resultados obtidos foram positivos confirmando a hipótese proposta. Pela correlação de spearman (rho) realizada pôde-se verificar que os escores da escala de Bulimia (rho=0,48; p=0,00), Impulso para Emagrecer (rho=0,68; p=0,00) e Insatisfação Corporal (rho=0,19; p=0,00) quando elevados também denotavam a elevação do IMC dos respondentes. A segunda hipótese foi parcialmente confirmada, os resultados não indicaram significância estatística na escala de Bulimia (p = 0,15) e na escala de Impulso para Emagrecer (p = 0,61). Em Insatisfação Corporal foi encontrado resultado significativo (p = 0,05) apresentando resultados mais elevados para as estudantes de Nutrição (M = 9,9; DP = 6,5) comparado ao grupo de estudantes de Educação Física (M = 8,5; DP = 6,4). A terceira hipótese foi parcialmente confirmada na comparação entre essas variáveis e algumas das subescalas. Na comparação com a prática de atividade física com o escore bruto das subescalas obtivemos resultados significativos para Bulimia (p=0,04) demonstrando diferenças nos grupos em que as estudantes foram distribuídas. Já para a subescala Impulso para Emagrecer (p = 0,02), os resultados foram significativos, mostrando também diferenças entre os grupos. Quando comparado o estado civil com o escore bruto da escala de Bulimia os resultados foram considerados significativos (p = 0,04) com resultados diferentes para os grupos de alunas sem companheiro (M = 3,9; DP = 4,3) e com companheiro (M = 2,7; DP = 3,7). Na subescala de Impulso para Emagrecer não houve resultados que comprovassem a relação com o estado civil (p=0,38) e na escala de Insatisfação Corporal também não foi obtido valores significativos (p=0,12) quando relacionado ao fato da estudante ter ou não um relacionamento. Por último, foi realizada a comparação com a renda com o escore bruto da escala de Bulimia, os resultados não foram considerados significativos (p=0,45). Na escala de Impulso para Emagrecer houve resultados que comprovassem a relação com a renda (p=0,03). Finalmente na escala de Insatisfação Corporal não foram obtidos valores significativos (p=0,51). Buscamos com o uso do EDI-3 identificar o perfil das universitárias quanto a sua relação com a perturbação alimentar. Os dados revelam a importância de estudar as causas dessa perturbação.
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