CONSUMO ALIMENTAR DE IDOSOS COM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS ATENDIDOS NO MUNICÍPIO DE AGUIAR-PB
Palavras-chave:
Consumo de alimentos. Doença crônica. Idoso.Resumo
O aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na população idosa tem representado 66,3% da carga de doenças. O aparecimento destas tem sido relacionado à quatro fatores de risco: hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, uso indevido de bebidas alcoólicas e tabagismo. Esta pesquisa objetivou-se avaliar o consumo alimentar de idosos portadores de doenças crônicas não transmissíveis atendidos na Unidade de Saúde da Família (USF) do município de Aguiar-PB. Tratou-se de uma pesquisa transversal, com abordagem quantitativa, com idosos de ambos os sexos atendidos em uma Unidade de saúde da família que se dispõe a participar da pesquisa. Como instrumento foi utilizado um questionário semiestruturado com perguntas objetivas e subjetivas no qual foi aplicado pelo o pesquisador, contendo aspectos: sociodemográficos, avaliação antropométrica, e recordatório de 24 horas (R24). Após o levantamento do R24 (em triplicata), este foi analisado por meio de tabela de composição química com auxílio do programa Excel® 2016, os dados foram tabulados e analisados estatisticamente no SPSS, versão 22. Utilizou-se o método de adequação aparente para observar probabilidade de consumo das vitaminas (A, E e sódio) de acordo com o consumo alimentar dos sujeitos da pesquisa. A amostra foi composta por 60 idosos de ambos os sexos, cuja maioria estava na faixa etária de ≥70 anos, sexo feminino (73,3%), estado civil casado (53,3%), renda familiar de 1 a 2 salários mínimos (96,7%), residentes na zona urbana (96,7%) e com nível de escolaridade ensino médio incompleto (58%) e 35% de analfabetos. Acerca do estado nutricional a maioria 41,7% adequado, 71,7% com risco de doenças cardiovasculares muito aumentado, 58,3% com diagnóstico de hipertensão arterial do grupo das DCNT. O consumo alimentar (calorias) destes idosos foi de 75% de consumo excessivo nos homens. Já nas mulheres a maior frequência foi de déficit energético (50%), segundo análise por adequação do consumo alimentar. As distribuições em percentual dos macronutrientes estavam equilibradas quando comparadas ao padrão nacional e internacional, com exceção ao lipídeo no grupo masculino (24%) que estava pouco abaixo do padrão do Insittute of Medicine (mínimo 25%). Quanto a avaliação do consumo de micronutrientes, as vitaminas A, E tiveram na maioria da amostra probabilidade de inadequação de consumo em ambos os sexos (média de 79%), enquanto o consumo de sódio houve probabilidade de consumo excessivo, entretanto no grupo de homens estra frequência foi mais elevada (81%). Ao final, este estudo aponta a importância da vigilância alimentar e nutricional para o auxílio no processo do cuidado à saúde, pois por meio de questões sociodemográficas e de consumo alimentar, pode-se criar estratégias mais eficazes a partir dos problemas identificados, traçando ações de educação em saúde e nutricionais otimizadas e promotoras de saúde.
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