PERFIL DE VENDAS DE PSICOTRÓPICOS EM UMA FARMÁCIA COMERCIAL DO MUNICÍPIO DE PATOS-PB NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19
Palavras-chave:
Farmacologia. Farmacoepidemiologia. Saúde mental. Sistema Nervoso CentralResumo
A COVID-19 é uma doença causada pelo vírus SARS-COV-2 que afeta principalmente o sistema respiratório, mas que também pode provocar consequências negativas na saúde mental da população. Os psicotrópicos podem ser definidos como os medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central (SNC), afetando o humor e o comportamento. Devido a toda essa mudança imediata na rotina da sociedade, a preocupação com a própria saúde e a de seus entes queridos, bem como a incerteza quanto ao futuro, o uso de medicamentos psicotrópicos para tratar esses transtornos passou a ser frequente. Portanto, esse trabalho tem como objetivo analisar as vendas de psicotrópicos em uma farmácia comunitária do município de Patos-PB durante o período da pandemia de Covid-19, averiguando quais as classes farmacológicas e os medicamentos mais comercializados nesse período. Além disso, procurou-se comparar os dados obtidos com outras informações presentes na literatura a fim de criar uma discussão acerca do consumo de psicotrópicos na época da pandemia e o papel do farmacêutico na dispensação desses fármacos. O presente trabalho tratou-se de um estudo retrospectivo, descritivo com abordagem quantitativa realizado em uma farmácia comercial no município de Patos-PB. Os dados foram coletados a partir do sistema Upciga Sistemas®, que forneceu um relatório das vendas de todos os medicamentos psicotrópicos comercializados em 2022. As informações obtidas foram transcritas para a plataforma Excel versão 2010 Microsoft ® e os dados foram apresentados na forma de tabelas e gráficos. Durante o período abrangido pela pesquisa, foram comercializadas 2800 unidades de medicamentos das classes de psicotrópicos: ansiolíticos/hipnóticos, antidepressivos, antipsicóticos, antiepilépticos e outros (analgésicos opioides e anti-alzheimer). Os ansiolíticos/hipnóticos com 33,6% e antidepressivos com 33,1% foram as classes mais comercializadas. Já os fármacos com maiores vendas foram o clonazepam (17,5%), o alprazolam (9,46%), a fluoxetina (8,21%), a amitriptilina (7,89%) e o escitalopram (6,93%). A pandemia associada a um aumento no aparecimento de transtornos mentais é um fator preditor para o elevado consumo de medicamentos psicotrópicos, logo, torna-se essencial o trabalho do farmacêutico na promoção do uso racional desses medicamentos.
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