PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E AVALIAÇÃO DA SOBRECARGA EM CUIDADORES DE IDOSOS EM ACOMPANHAMENTO DOMICILIAR DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) NA CIDADE DE PATOS NO ESTADO DA PARAÍBA.
Palavras-chave:
Cuidadores de idosos. Acompanhamento domiciliar. Sobrecarga.Resumo
Objetivo: Traçar o perfil sociodemográfico e avaliar a sobrecarga dos cuidadores de idosos em acompanhamento domiciliar de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na cidade de Patos no estado da Paraíba. Métodos: Estudo descritivo, aplicado com abordagem quantitativa, realizado com cuidadores de idosos em acompanhamento domiciliar por uma equipe de Saúde da Família. Foi realizado o levantamento das residências do território abrangido pela UBS em que há idosos em acompanhamento domiciliar, posteriormente, os cuidadores desses pacientes foram submetidos a instrumentos previamente elaborados, que por sua vez, foram aplicado pela pesquisadora. Os dados coletados foram computados no programa Excel® a fim de serem submetidos a análise posterior, com confecção de tabelas e gráficos que puderam expressar dados relevantes para a compreensão da população estudada. Resultados: 70% dos cuidadores são do gênero feminino, as idades variam entre 29 e 72 anos. Quanto a escolaridade, 20% tem 6 ou mais anos de estudo, 10% entre 3 e 5 anos de estudo, 40% entre 1 e 3 anos de estudo e 30% são analfabetos. Quanto a renda, 5% tem renda superior a 4 salários mínimos, 60% tem renda variando entre 1 e 3 salários mínimos, 35% renda inferor a 1 salário mínimo. 85% dos cuidadores são membros da família do idoso e 25% tem retorno financeiro. 55% são casados, 25% solteiros, 5% viúvos e 15% em união estável. 15% não tem filhos, 10% tem 1 filho, 30% 2 filhos, 15% 3 filhos, 5% 4 filhos e 25% 5 ou mais filhos. Nenhum dos participantes tem conhecimento técnico para ser cuidador. O tempo médio que se é cuidador foi de 8,6 anos, variando de 6 meses a 30 anos de cuidado. Na avaliação da sobrecarga dos cuidadores através da escala de Zarit observou-se uma média de 39,4 pontos, variando entre 22 e 61, significando um grau leve se sobrecarga. Conclusão: Percebe-se a necessidade de investir em projetos de intervenção que promovam aos cuidadores conhecimentos técnicos para realizarem as tarefas do cuidado com o idoso, diminuindo a sobrecarga e o estresse. O fato da maioria dos cuidadores estar desempregada abre a possibilidade de implantar trabalho em grupo na Atenção Básica fomentando, assim a profissionalização dos cuidadores. O trabalho em parceria com o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) irá fortalecer o vínculo, promovendo desta forma, a integralidade do cuidado para com o idoso e o suporte psicossocial do cuidador.
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