CARACTERIZAÇÃO DA DOR E FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA
Palavras-chave:
Idoso., Envelhecimento., Avaliação geriátrica.Resumo
RESUMO
Introdução: O Estatuto do Idoso (EI), Lei n. 10.741, de primeiro de outubro de 2003,
diz que idoso é a pessoa com 60 anos ou mais. O envelhecimento pode ser entendido
como processo natural, de diminuição progressiva da reserva funcional dos
indivíduos. O Questionário McGill, que é considerado um bom instrumento para a
avaliação da dor crônica e é o mais usado para caracterizar e distinguir os
componentes afetivo, sensitivo e avaliativo da dor. Já nos dinamômetros manuais, são
analisadas as variáveis de força e potência muscular isométrica. Objetivo: analisar a
dor de forma qualitativa e quantitativa e força muscular de quadríceps em idosos
atendidos em uma Clínica Escola de Fisioterapia. Metodologia: Trata de uma
pesquisa de levantamentos de dados de abordagem qualiquantitativa com objetivos
exploratórios e procedimentos transversal relacionada a força e dor em idosos
atendidos em uma clínica escola de fisioterapia. A população foi constituída por
indivíduos idosos que frequentam a hidroginástica na Clínica Escola de Fisioterapia –
UNIFIP. Já a amostragem foi constituída por 20 voluntários que aceitarem fazer parte
da pesquisa, considerando tal amostragem equivalente a 100% do total proposto. A
coleta de dados foi através da aplicação de três questionários distintos. O primeiro foi
um questionário sociodemográfico contendo questões fechadas relacionadas aos
dados de sexo, idade, estado civil, peso e o diagnóstico. Já o segundo questionário
foi voltado para avaliação da força muscular de quadríceps e flexores de punho com
o dinamômetro digital, e a avaliação da dor com o terceiro questionário de Mcgill e o
algômetro digital. Resultado: Com base nos resultados a média de peso foi 64,9, com
base na variável de sexo, 75% da amostra eram do sexo feminino, com predominância
da faixa etária de 65-70 (45%), solteiros (50%), tinham entre 1 e 3 filhos (95%), 90%
eram alfabetizados e 30% apresentaram queixas reumatológicas. Quanto a terapias,
medicação, dor e atividade física, 90% não faziam acompanhamento psicológico e
nutricional, 95% faziam uso de mendicamentos, 100% apresentavam dor e 50%
realizavam atividade física. Em relação a força muscular através da resistência
manual e dinamometria, obteve uma média de 4,3 correspondente a força do
quadríceps direito e 4,3 do esquerdo, e 18,2 dos flexores de punho direito e 18,1 do
esquerdo. No questionário de Mcgill, o que se destacou foi a dor fina (55%) e cansativa
(60%), para o Mapa corporal 20% apontaram dor no ombro esquerdo, no joelho direito
e na coluna lombar como as regiões mais acometidas. Conclusão: Os resultados
mostram que prevaleceu o número de indivíduos do sexo feminino com idade acima
de 65 anos e que a maioria apresentaram força máxima do músculo quadríceps, a
força de preensão na mão direita foi superior à da mão esquerda e se queixavam de
dor sensorial e afetiva causando limitações das atividades de vida diária.
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